UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2020
Homem, 60 anos, com passado de IAM de parede anterior, sob acompanhamento clínico, apresenta dor torácica aos grandes esforços e níveis ambulatoriais médios da PA de 160x100 mmHg. Qual das medicações abaixo NÃO estaria indicada?
Vasodilatadores arteriais diretos (ex: hidralazina, minoxidil) podem causar taquicardia reflexa e aumentar o consumo de O2 miocárdico, sendo contraindicados em pacientes com angina e pós-IAM sem proteção beta-bloqueadora adequada.
Pacientes pós-IAM com angina e hipertensão se beneficiam de beta-bloqueadores, IECA e, em alguns casos, espironolactona e BCC não diidropiridínicos. Vasodilatadores arteriais diretos, como hidralazina ou minoxidil, podem induzir taquicardia reflexa e aumentar a demanda miocárdica de oxigênio, piorando a angina e sendo geralmente contraindicados ou usados com extrema cautela e proteção beta-bloqueadora.
O manejo de pacientes com histórico de infarto agudo do miocárdio (IAM) que apresentam angina e hipertensão arterial sistêmica exige uma seleção cuidadosa de medicamentos para otimizar o controle da pressão, prevenir novos eventos isquêmicos e melhorar o prognóstico. As classes de medicamentos com evidência robusta para esses pacientes incluem os beta-bloqueadores, os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) e, em casos selecionados, a espironolactona e bloqueadores dos canais de cálcio não diidropiridínicos. Beta-bloqueadores são essenciais para reduzir a demanda miocárdica de oxigênio, controlar a frequência cardíaca e a pressão arterial, além de terem um efeito protetor pós-IAM. Os IECA atuam no sistema renina-angiotensina-aldosterona, promovendo vasodilatação, reduzindo a pressão e o remodelamento cardíaco. A espironolactona pode ser benéfica em pacientes com disfunção ventricular e insuficiência cardíaca pós-IAM. Bloqueadores dos canais de cálcio não diidropiridínicos (como verapamil e diltiazem) podem ser usados para controle da angina e frequência cardíaca, se beta-bloqueadores forem contraindicados ou insuficientes. Em contraste, os vasodilatadores arteriais diretos, como hidralazina ou minoxidil, embora potentes anti-hipertensivos, podem induzir taquicardia reflexa e aumentar a contratilidade miocárdica. Esse efeito pode elevar o consumo de oxigênio pelo miocárdio, exacerbando a isquemia e a angina, tornando-os geralmente contraindicados ou exigindo uso com extrema cautela e em combinação com beta-bloqueadores para mitigar a taquicardia reflexa.
Beta-bloqueadores reduzem a frequência cardíaca, a contratilidade miocárdica e a pressão arterial, diminuindo o consumo de oxigênio pelo miocárdio, o que é benéfico para prevenir isquemia e melhorar o prognóstico pós-IAM.
Os IECA são fundamentais no pós-infarto, especialmente em pacientes com disfunção ventricular esquerda ou insuficiência cardíaca, pois promovem remodelamento reverso, reduzem a pressão arterial e melhoram a sobrevida.
Vasodilatadores arteriais diretos podem causar taquicardia reflexa e aumento da contratilidade miocárdica, elevando a demanda de oxigênio pelo coração e potencialmente piorando a isquemia em pacientes com doença coronariana e angina.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo