HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2025
Com relação ao manejo do pneumotórax na criança, assinale a alternativa correta:
Pneumotórax espontâneo primário pequeno e assintomático em criança → observação.
Em crianças, o pneumotórax espontâneo primário, quando pequeno e com poucos ou nenhum sintoma, pode ser manejado com observação clínica. A intervenção ativa é reservada para casos maiores, sintomáticos ou recorrentes, visando evitar procedimentos invasivos desnecessários.
O pneumotórax em crianças, embora menos comum que em adultos, é uma condição importante que exige manejo adequado. O pneumotórax espontâneo primário ocorre na ausência de doença pulmonar subjacente e é frequentemente associado à ruptura de bolhas subpleurais. A incidência é baixa, mas o reconhecimento e a conduta correta são cruciais para evitar complicações. O diagnóstico é feito por radiografia de tórax, que revela a presença de ar no espaço pleural e o colapso pulmonar. A fisiopatologia envolve a formação e ruptura de pequenas bolhas apicais. A suspeita deve surgir em crianças com dor torácica súbita, dispneia ou tosse, especialmente em adolescentes altos e magros. O tratamento varia conforme o tamanho do pneumotórax e a sintomatologia. Pequenos pneumotórax espontâneos primários e assintomáticos podem ser manejados com observação e repouso, com resolução espontânea na maioria dos casos. Casos maiores ou sintomáticos requerem aspiração simples ou drenagem torácica. A cirurgia (videotoracoscopia) é reservada para pneumotórax recorrente ou persistente.
A observação é indicada para pneumotórax espontâneo primário pequeno (geralmente < 2 cm no ápice ou < 15% do volume pulmonar) em crianças com pouca ou nenhuma sintomatologia e sem recorrência.
Intervenção ativa, como aspiração simples, drenagem torácica ou cirurgia, é necessária para pneumotórax de tamanho moderado a grande, sintomático, com comprometimento respiratório, ou em casos de recorrência.
O pneumotórax espontâneo primário ocorre sem doença pulmonar subjacente aparente, enquanto o secundário está associado a uma condição pulmonar preexistente, como fibrose cística ou asma grave.
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