PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2023
Mulher 30 anos, faz uso crônico de prednisona 20mg/dia e fará uma colecistectomia eletiva. Em relação à corticoterapia, a conduta é:
Corticoterapia crônica + cirurgia → Profilaxia insuficiência adrenal com hidrocortisona dose de estresse.
Pacientes em uso crônico de corticoides (dose > 5mg prednisona/dia por > 3 semanas) podem ter supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. Em situações de estresse cirúrgico, a adrenal não consegue produzir cortisol suficiente, exigindo reposição com hidrocortisona para prevenir crise adrenal.
A insuficiência adrenal secundária à supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) é uma complicação importante da corticoterapia crônica. Estima-se que doses de prednisona > 5mg/dia por mais de 3 semanas podem causar essa supressão, tornando o paciente incapaz de responder adequadamente a situações de estresse fisiológico, como cirurgias. O manejo perioperatório adequado é crucial para prevenir a crise adrenal. A fisiopatologia envolve a inibição da secreção de ACTH pela hipófise e, consequentemente, a atrofia do córtex adrenal, que perde a capacidade de produzir cortisol. O diagnóstico é clínico, baseado na história de uso de corticoides. A suspeita deve ser alta em qualquer paciente com uso prolongado de corticoides que será submetido a cirurgia ou outro estresse significativo. O tratamento consiste na administração de doses de estresse de glicocorticoides, preferencialmente hidrocortisona intravenosa, que possui um perfil de ação mais fisiológico. A dose e duração dependem da gravidade do procedimento e do tempo de recuperação. A falha em fornecer essa cobertura pode resultar em hipotensão, choque e até morte, tornando este um ponto crítico na prática clínica e em provas de residência.
Pacientes em uso de prednisona > 5mg/dia (ou equivalente) por mais de 3 semanas nos últimos 6-12 meses, ou com sinais de Síndrome de Cushing, devem receber dose de estresse.
A hidrocortisona possui atividade glicocorticoide e mineralocorticoide, mimetizando a resposta fisiológica do cortisol. Além disso, a via intravenosa garante a absorção em um período de estresse.
O principal risco é a crise adrenal aguda, que se manifesta com hipotensão refratária, hipoglicemia, náuseas, vômitos e pode levar a choque e óbito se não tratada prontamente.
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