HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2020
Gestante 34 anos, IG 37 semanas, HIV positivo, assintomática do HIV, carga viral 800 cópias/mL e uso de TARV a 8 semanas. Relata amniorrexe espontânea. Ao exame, contrações 3/10’ e ao toque vaginal 5 cm de dilatação. A melhor conduta e justificativa seria:
HIV gestante com CV < 1000 cópias/mL e trabalho de parto → parto vaginal + AZT venoso até clampeamento.
Em gestantes HIV positivas com carga viral indetectável ou abaixo de 1000 cópias/mL no terceiro trimestre, o parto vaginal é seguro e preferível, desde que não haja outras indicações obstétricas para cesariana. A profilaxia com AZT intravenoso é crucial para reduzir a transmissão vertical.
O manejo do parto em gestantes HIV positivas é um tópico crucial na obstetrícia, visando minimizar a transmissão vertical do vírus. A decisão sobre a via de parto é complexa e baseia-se principalmente na carga viral materna no terceiro trimestre, além de outras condições obstétricas. A profilaxia antirretroviral adequada durante a gestação e no parto é fundamental para a saúde do binômio mãe-bebê. A fisiopatologia da transmissão vertical envolve a exposição do feto ao vírus durante a gestação, parto e amamentação. A carga viral materna é o principal fator preditor de transmissão. O diagnóstico precoce do HIV na gestação e o início da terapia antirretroviral (TARV) são essenciais para suprimir a carga viral e reduzir o risco. A amniorrexe prolongada aumenta a exposição fetal ao sangue e secreções maternas, elevando o risco de transmissão. A conduta ideal envolve a avaliação da carga viral. Se a carga viral for < 1000 cópias/mL (ou indetectável), o parto vaginal é seguro, com administração de AZT intravenoso desde o início do trabalho de parto até o clampeamento do cordão. Se a carga viral for ≥ 1000 cópias/mL, a cesariana eletiva antes do início do trabalho de parto e da amniorrexe é indicada, também com AZT venoso. A amamentação é contraindicada em todas as gestantes HIV positivas no Brasil.
A via de parto para gestantes HIV positivas depende da carga viral. Se a carga viral for < 1000 cópias/mL, o parto vaginal é indicado. Se for ≥ 1000 cópias/mL, a cesariana eletiva é recomendada.
O AZT venoso é administrado durante o trabalho de parto e parto para gestantes HIV positivas (mesmo com carga viral baixa) para reduzir a transmissão vertical do vírus, atravessando a barreira placentária e protegendo o feto.
A amniorrexe espontânea em gestantes HIV positivas com carga viral controlada não contraindica o parto vaginal, mas a profilaxia com AZT venoso deve ser iniciada imediatamente e o parto deve ocorrer em até 4 horas para minimizar o risco de transmissão.
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