PCR Pediátrica: Manejo de Ritmos Chocáveis e Desfibrilação

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2024

Enunciado

Um menino de oito anos de idade foi levado à sala de emergência após quadro de perda de consciência súbita durante um jogo de futebol. O paciente estava arresponsivo e sem pulso. O monitor cardíaco apresentou‑se conforme a seguir.Com base nessa situação hipotéti ca, assinale a alternati va que apresenta a conduta correta a ser empregada.

Alternativas

  1. A) iniciar RCP por dois minutos e intubação orotraqueal
  2. B) iniciar RCP por dois minutos e administrar amiodarona EV
  3. C) iniciar RCP por dois minutos e administrar adrenalina EV
  4. D) aplicar choque 2 J/kg e realizar RCP por dois minutos
  5. E) aplicar choque 15 J/kg e realizar RCP por dois minutos

Pérola Clínica

PCR pediátrica com ritmo chocável (FV/TV sem pulso) → 1º choque 2 J/kg, seguido de RCP por 2 min.

Resumo-Chave

Em PCR pediátrica com ritmo chocável (FV ou TV sem pulso), a conduta inicial é a desfibrilação. A dose recomendada para o primeiro choque é de 2 Joules/kg, seguida imediatamente por dois minutos de Reanimação Cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade, antes de reavaliar o ritmo.

Contexto Educacional

A parada cardiorrespiratória (PCR) pediátrica é uma emergência médica grave, com etiologia frequentemente respiratória ou hipóxica, diferentemente dos adultos. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para a sobrevida e o prognóstico neurológico. Embora os ritmos não chocáveis sejam mais comuns em crianças, a fibrilação ventricular (FV) e a taquicardia ventricular sem pulso (TVSP) são ritmos chocáveis que exigem desfibrilação imediata. O diagnóstico de um ritmo chocável é feito pelo monitor cardíaco, que mostrará FV (atividade elétrica caótica) ou TVSP (taquicardia com complexos QRS largos e ausência de pulso). A conduta inicial para esses ritmos é a desfibrilação. A dose de energia para o primeiro choque é de 2 J/kg. É fundamental que o choque seja aplicado rapidamente, minimizando as interrupções na RCP, pois cada segundo de atraso diminui a chance de sucesso. Após o choque, a Reanimação Cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade deve ser retomada imediatamente por dois minutos, sem interrupções para verificar o pulso ou o ritmo. Somente após esse período de RCP é que o ritmo é reavaliado. Se o ritmo permanecer chocável, um segundo choque pode ser administrado com 4 J/kg. O manejo da PCR pediátrica segue as diretrizes do Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS), enfatizando a importância da RCP de alta qualidade, desfibrilação precoce e administração de medicamentos como adrenalina.

Perguntas Frequentes

Quais são os ritmos chocáveis na PCR pediátrica?

Os ritmos chocáveis na parada cardiorrespiratória pediátrica são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem Pulso (TVSP). Ambos indicam a necessidade de desfibrilação imediata para tentar restaurar um ritmo cardíaco organizado.

Qual a dose inicial de energia para desfibrilação em crianças?

A dose inicial recomendada para o primeiro choque em crianças com ritmo chocável é de 2 Joules por quilograma (2 J/kg). Se um segundo choque for necessário, a dose deve ser aumentada para 4 J/kg.

Qual a sequência de ações após um choque em PCR pediátrica?

Após a aplicação do choque, a RCP de alta qualidade deve ser reiniciada imediatamente por dois minutos, sem verificar o pulso ou o ritmo. A reavaliação do ritmo e do pulso só ocorre após esse período de RCP contínua.

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