Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2024
A equipe de resposta rápida (ERR) é acionada para atender a uma intercorrência na Enfermaria de Clínica Médica de um hospital. Um paciente de 47 anos do sexo masculino recuperava-se de um cateterismo cardíaco com implante de stent. Ao chegar ao quarto, o paciente não respira e está sem pulso. É solicitado o carro de parada com desfibrilador e, imediatamente, se dá início às compressões torácicas. Três minutos depois da chegada da equipe, chega o desfibrilador (bifásico), que é conectado ao paciente. O monitor mostra o traçado a seguir: É CORRETO afirmar que a ERR deve, neste momento
PCR com FV/TVSP → Desfibrilação imediata com 200 J (bifásico) após compressões.
Em uma PCR com ritmo chocável (FV/TVSP), a prioridade é a desfibrilação precoce. Após o reconhecimento do ritmo e a chegada do desfibrilador, as compressões devem ser interrompidas apenas para a aplicação do choque, que deve ser feito com a energia máxima recomendada para o aparelho bifásico (geralmente 200 J).
A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata. O algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS) é o guia padrão para o manejo da PCR, enfatizando a importância das compressões torácicas de alta qualidade e da desfibrilação precoce para ritmos chocáveis. A identificação do ritmo cardíaco é o primeiro passo crucial após o início das compressões. Os ritmos chocáveis, como a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem Pulso (TVSP), são as principais causas de PCR em adultos e respondem bem à desfibrilação. A desfibrilação é a aplicação de uma corrente elétrica controlada para despolarizar uma massa crítica de miocárdio, permitindo que o nó sinusal retome o controle do ritmo cardíaco. A cada minuto de atraso na desfibrilação, a chance de sobrevivência diminui drasticamente. No cenário de FV/TVSP, após o reconhecimento do ritmo no monitor, as compressões torácicas devem ser interrompidas apenas para a aplicação do choque. Para desfibriladores bifásicos, a energia recomendada para o primeiro choque é de 120-200 J, sendo comum usar a dose máxima do aparelho (geralmente 200 J). Após o choque, as compressões devem ser retomadas imediatamente por 2 minutos antes de uma nova checagem de ritmo/pulso, sem atrasos para outras intervenções como intubação ou medicação.
Os ritmos chocáveis na parada cardiorrespiratória são a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem Pulso (TVSP). Ambos representam atividade elétrica desorganizada ou muito rápida que impede o coração de bombear sangue eficazmente.
Para o primeiro choque em um desfibrilador bifásico, a energia recomendada é de 120-200 Joules. Muitos desfibriladores bifásicos são configurados para entregar a energia máxima (geralmente 200 J) no primeiro choque.
Minimizar as interrupções nas compressões torácicas é crucial porque cada interrupção reduz a perfusão coronariana e cerebral, diminuindo as chances de retorno da circulação espontânea (RCE). As compressões só devem ser interrompidas para ventilação, checagem de ritmo/pulso e aplicação de choque.
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