Pancreatite Aguda: Nutrição Enteral Precoce e Manejo Atual

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026

Enunciado

Em relação ao manejo da pancreatite aguda segundo as atualizações mais recentes das diretrizes internacionais (IAP/ APA, AGA, WSES), qual das alternativas abaixo está CORRETA?

Alternativas

  1. A) A realização precoce de CPRE (primeiras 24h) é indicada rotineiramente em todos os pacientes com pancreatite aguda biliar, independentemente da presença de colangite ou obstrução persistente da via biliar.
  2. B) O início precoce da nutrição enteral (por via oral ou sonda nasojejunal, conforme tolerância), preferencialmente dentro das primeiras 24 48 horas, está associado a menor risco de infecção e complicações em comparação ao jejum prolongado.
  3. C) O uso de antibióticos profiláticos em pacientes com pancreatite aguda grave comprovadamente reduz mortalidade e é recomendado sistematicamente nas diretrizes atuais.
  4. D) A reposição volêmica agressiva nas primeiras 24 horas com solução salina isotônica mostrou se superior à hidratação guiada por metas individualizadas, reduzindo complicações respiratórias e necessidade de UTI.
  5. E) A necrosectomia pancreática deve ser realizada precocemente (dentro da primeira semana) em pacientes com necrose infectada documentada, pois há benefício em reduzir sepse e complicações sistêmicas.

Pérola Clínica

Pancreatite aguda → Nutrição enteral precoce (24-48h) = Menor infecção/complicações vs. jejum prolongado.

Resumo-Chave

Nas diretrizes atuais para pancreatite aguda, a nutrição enteral precoce, iniciada dentro de 24 a 48 horas, é fortemente recomendada. Essa abordagem, seja por via oral ou sonda, demonstrou reduzir o risco de infecções e outras complicações em comparação com o jejum prolongado, otimizando a recuperação do paciente.

Contexto Educacional

O manejo da pancreatite aguda evoluiu significativamente, com as diretrizes atuais enfatizando a hidratação agressiva inicial e o suporte nutricional precoce. A nutrição enteral, seja por via oral ou sonda, é preferível à nutrição parenteral, pois mantém a integridade da barreira intestinal, reduz a translocação bacteriana e diminui o risco de infecções sistêmicas. Outros pontos cruciais no manejo incluem a avaliação da necessidade de CPRE, que é reservada para casos específicos de colangite ou obstrução biliar persistente, e a cautela no uso de antibióticos profiláticos, que não são recomendados rotineiramente. A reposição volêmica deve ser guiada por metas individualizadas, e a intervenção cirúrgica para necrose infectada é geralmente postergada para permitir o encapsulamento da necrose, preferindo abordagens minimamente invasivas quando possível.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da nutrição enteral precoce no manejo da pancreatite aguda?

A nutrição enteral precoce, iniciada dentro de 24-48 horas, é recomendada para pacientes com pancreatite aguda, pois está associada a menor risco de infecções e outras complicações em comparação ao jejum prolongado.

Quando a CPRE é indicada em pacientes com pancreatite aguda biliar?

A CPRE precoce (nas primeiras 24 horas) é indicada apenas em pacientes com pancreatite aguda biliar que apresentam colangite aguda ou obstrução persistente da via biliar, não sendo rotineira para todos os casos.

Os antibióticos profiláticos são recomendados na pancreatite aguda grave?

Não, o uso rotineiro de antibióticos profiláticos em pacientes com pancreatite aguda grave não é recomendado pelas diretrizes atuais, pois não demonstrou reduzir a mortalidade ou a incidência de necrose infectada.

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