PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
Em relação ao manejo da pancreatite aguda segundo as atualizações mais recentes das diretrizes internacionais (IAP/ APA, AGA, WSES), qual das alternativas abaixo está CORRETA?
Pancreatite aguda → Nutrição enteral precoce (24-48h) = Menor infecção/complicações vs. jejum prolongado.
Nas diretrizes atuais para pancreatite aguda, a nutrição enteral precoce, iniciada dentro de 24 a 48 horas, é fortemente recomendada. Essa abordagem, seja por via oral ou sonda, demonstrou reduzir o risco de infecções e outras complicações em comparação com o jejum prolongado, otimizando a recuperação do paciente.
O manejo da pancreatite aguda evoluiu significativamente, com as diretrizes atuais enfatizando a hidratação agressiva inicial e o suporte nutricional precoce. A nutrição enteral, seja por via oral ou sonda, é preferível à nutrição parenteral, pois mantém a integridade da barreira intestinal, reduz a translocação bacteriana e diminui o risco de infecções sistêmicas. Outros pontos cruciais no manejo incluem a avaliação da necessidade de CPRE, que é reservada para casos específicos de colangite ou obstrução biliar persistente, e a cautela no uso de antibióticos profiláticos, que não são recomendados rotineiramente. A reposição volêmica deve ser guiada por metas individualizadas, e a intervenção cirúrgica para necrose infectada é geralmente postergada para permitir o encapsulamento da necrose, preferindo abordagens minimamente invasivas quando possível.
A nutrição enteral precoce, iniciada dentro de 24-48 horas, é recomendada para pacientes com pancreatite aguda, pois está associada a menor risco de infecções e outras complicações em comparação ao jejum prolongado.
A CPRE precoce (nas primeiras 24 horas) é indicada apenas em pacientes com pancreatite aguda biliar que apresentam colangite aguda ou obstrução persistente da via biliar, não sendo rotineira para todos os casos.
Não, o uso rotineiro de antibióticos profiláticos em pacientes com pancreatite aguda grave não é recomendado pelas diretrizes atuais, pois não demonstrou reduzir a mortalidade ou a incidência de necrose infectada.
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