SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2022
Toda gestante deve ser orientada sobre a importância da testagem da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) no pré-natal e quanto aos benefícios do diagnóstico precoce, tanto para o controle da infecção materna quanto para a prevenção da transmissão vertical (TV). Partindo desse pressuposto, assinale a alternativa condizente com o manejo obstétrico CORRETO na gestante portadora de HIV.
Gestante HIV com trabalho de parto prematuro → AZT IV, tocolíticos, corticoide para maturação pulmonar.
Em gestantes HIV positivas com trabalho de parto prematuro, a conduta correta inclui a administração de AZT intravenoso para prevenção da transmissão vertical, tocolíticos para inibir o parto, investigação e tratamento de infecções, e corticosteroides para maturação pulmonar fetal. Se o trabalho de parto for inibido, o AZT IV pode ser descontinuado.
O manejo da gestante portadora de HIV é um pilar fundamental da saúde materno-infantil, visando tanto o controle da infecção materna quanto a prevenção da transmissão vertical (TV) do vírus. O diagnóstico precoce no pré-natal permite a instituição da terapia antirretroviral (TARV), que é a principal estratégia para reduzir a carga viral materna e, consequentemente, o risco de TV. A adesão à TARV é crucial durante toda a gestação e no pós-parto. A prevenção da TV envolve diversas estratégias, incluindo a TARV materna, a escolha da via de parto e a profilaxia pós-exposição para o recém-nascido. A via de parto é determinada pela carga viral materna próxima ao termo: carga viral indetectável (abaixo de 1000 cópias/mL) permite o parto vaginal, enquanto carga viral detectável ou desconhecida indica cesariana eletiva. Durante o trabalho de parto, o AZT intravenoso é administrado para reduzir ainda mais a TV. Em situações de trabalho de parto prematuro, o manejo é complexo e deve incluir a introdução imediata do AZT intravenoso materno, tocolíticos para inibir o parto, investigação e tratamento de possíveis causas infecciosas, e a administração de corticosteroides para a maturação pulmonar fetal. Após a inibição do trabalho de parto, o AZT intravenoso pode ser descontinuado, mantendo-se a TARV oral. A amamentação é contraindicada para gestantes HIV no Brasil, devido ao risco de transmissão pós-natal.
O AZT intravenoso é crucial para reduzir a carga viral materna no momento do parto e, consequentemente, diminuir significativamente o risco de transmissão vertical do HIV para o recém-nascido. Sua administração deve ser iniciada 4 horas antes da cesárea eletiva ou no início do trabalho de parto.
A via de parto vaginal pode ser considerada para gestantes HIV com carga viral indetectável (abaixo de 1000 cópias/mL) a partir da 34ª semana de gestação. No entanto, procedimentos invasivos como amniotomia e uso de fórceps ou vácuo-extrator devem ser evitados devido ao risco aumentado de transmissão.
Os corticosteroides são administrados para promover a maturação pulmonar fetal, reduzindo o risco de síndrome do desconforto respiratório no recém-nascido prematuro. Sua indicação é a mesma para gestantes HIV que para gestantes soronegativas, em casos de risco de parto prematuro entre 24 e 34 semanas de gestação.
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