HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2025
Mulher, de 45 anos de idade, procura a Unidade Básica de Saúde por fadiga e dor nas articulações. Nos últimos cinco anos, ganhou aproximadamente 20kg, e atualmente pesa 98kg, resultando em um IMC de 35,99kg/m². Ela relata que tem tentado perder peso por conta própria, mas sem sucesso. Sua dieta é rica em carboidratos e açúcares e não pratica exercícios físicos regularmente devido à dor nas articulações. Tem histórico familiar de diabetes tipo 2 e hipertensão arterial, não tem doenças crônicas conhecidas nem usa medicações regulares. Qual é a conduta inicial correta a respeito do manejo de obesidade nesta paciente?
Obesidade Grau II (IMC > 35) → Abordagem multidisciplinar: dieta + exercício + considerar fármacos.
O manejo da obesidade grau II deve ser abrangente, incluindo mudanças no estilo de vida (dieta e exercício) com suporte multidisciplinar. A farmacoterapia é uma opção importante a ser considerada, especialmente quando as mudanças de estilo de vida sozinhas não são suficientes.
A obesidade, definida pelo IMC, é uma doença crônica multifatorial com prevalência crescente, associada a diversas comorbidades como diabetes tipo 2 e hipertensão. O manejo adequado é crucial para melhorar a qualidade de vida e reduzir riscos cardiovasculares e metabólicos. O diagnóstico baseia-se no IMC, e a avaliação inicial deve incluir exames para rastrear comorbidades. A fisiopatologia envolve desequilíbrios energéticos, fatores genéticos, ambientais e comportamentais. É fundamental suspeitar de comorbidades associadas e avaliar o histórico familiar. O tratamento da obesidade grau II inicia-se com intervenções no estilo de vida (dieta hipocalórica e atividade física regular), idealmente com acompanhamento multidisciplinar (nutricionista, educador físico, psicólogo). A farmacoterapia pode ser considerada como adjuvante, especialmente se o IMC for >30 kg/m² ou >27 kg/m² com comorbidades, e a cirurgia bariátrica é reservada para casos mais graves ou refratários.
Os pilares incluem reeducação alimentar, aumento da atividade física e, em muitos casos, acompanhamento multidisciplinar. A farmacoterapia pode ser considerada como adjuvante.
A farmacoterapia é considerada para pacientes com IMC ≥ 30 kg/m² ou IMC ≥ 27 kg/m² com comorbidades, quando as mudanças no estilo de vida não foram suficientes para atingir as metas de perda de peso.
O acompanhamento multidisciplinar, envolvendo nutricionistas, educadores físicos, psicólogos e médicos, é crucial para abordar os múltiplos fatores da obesidade e promover uma perda de peso sustentável e saudável.
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