UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
Sobre o manejo da obesidade em adultos, é CORRETO AFIRMAR que:
Manejo da obesidade = abordagem multifatorial. Base: mudanças de estilo de vida (MEV) + terapia comportamental. Farmacoterapia e cirurgia são adjuvantes para casos selecionados.
O tratamento da obesidade não é uma solução única, mas uma abordagem escalonada. A base é sempre a mudança de estilo de vida (dieta, exercício) e terapia comportamental. Fármacos e cirurgia são ferramentas adicionais para pacientes que não atingem as metas ou que possuem alto risco cardiometabólico.
A obesidade é uma doença crônica, complexa e multifatorial, reconhecida como um dos maiores desafios de saúde pública do século XXI. Seu manejo exige uma abordagem integrada e de longo prazo, centrada no paciente e baseada em múltiplos pilares de tratamento, pois não se trata apenas de uma questão de força de vontade, mas de uma desregulação fisiopatológica complexa. O alicerce de qualquer tratamento para a obesidade é a mudança no estilo de vida (MEV), que engloba um plano alimentar individualizado com restrição calórica, um programa de atividade física regular e, crucialmente, intervenções comportamentais. A terapia comportamental é essencial para promover a adesão, modificar hábitos alimentares disfuncionais e fornecer estratégias para a manutenção do peso perdido a longo prazo. Para pacientes selecionados que não alcançam os objetivos de perda de peso apenas com MEV, a terapia farmacológica e a cirurgia bariátrica surgem como opções adjuvantes. A farmacoterapia é indicada para indivíduos com IMC ≥ 30 kg/m² ou ≥ 27 kg/m² com comorbidades. A cirurgia bariátrica, o método mais eficaz para perda de peso substancial e sustentada, é reservada para casos de obesidade mais grave (IMC ≥ 40 kg/m² ou ≥ 35 kg/m² com comorbidades graves), sempre como parte de um programa multidisciplinar.
A cirurgia bariátrica é indicada para pacientes com IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² com comorbidades graves relacionadas à obesidade (como diabetes tipo 2, hipertensão, apneia do sono), após falha do tratamento clínico.
A farmacoterapia pode ser considerada para pacientes com IMC ≥ 30 kg/m² ou IMC ≥ 27 kg/m² com comorbidades, como um adjuvante às mudanças de estilo de vida, quando estas sozinhas não são suficientes para atingir as metas de perda de peso.
A terapia comportamental ajuda os pacientes a identificar e modificar gatilhos para o consumo excessivo de alimentos, a desenvolver estratégias de enfrentamento, a estabelecer metas realistas e a melhorar a adesão a longo prazo às mudanças de dieta e exercício, sendo fundamental para a sustentabilidade da perda de peso.
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