FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2025
Uma gestante de 28 semanas foi diagnosticada com NIC II após colposcopia com biópsia de colo uterino. Ela se apresenta à consulta para discutir o manejo e o tratamento adequado Seu exame físico é normal, sem sinais de dor ou sangramento e os movimentos fetais estão presentes e normais. A paciente deseja manter a gestação e está preocupada com a saúde dela e do bebê. Com relação ao quadro clínico descrito acima, com base nas evidências e diretrizes atuais, assinale a alternativa CORRETA que apresenta a conduta recomendada para essa gestante.
NIC II/III na gestação → conduta expectante, reavaliar pós-parto (6-12 semanas).
A conduta expectante para NIC II/III durante a gestação é segura devido à baixa taxa de progressão para câncer invasivo e alta taxa de regressão espontânea no período pós-parto. O tratamento definitivo é postergado para após o parto para evitar riscos à gestação.
A Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) é uma condição pré-cancerosa do colo do útero, e seu diagnóstico durante a gestação é uma situação clínica que exige manejo cuidadoso. A prevalência de NIC em gestantes é semelhante à da população geral, e a abordagem difere devido às particularidades fisiológicas da gravidez e à preocupação com a saúde materno-fetal. A fisiopatologia da NIC está ligada à infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV). Durante a gestação, as alterações hormonais e imunológicas podem influenciar a história natural da lesão. O diagnóstico é feito por colposcopia e biópsia dirigida, sendo crucial diferenciar NIC de câncer invasivo. A suspeita de invasão exige biópsia, mas procedimentos como conização são geralmente postergados. A conduta para NIC II/III na gestação é predominantemente expectante, com reavaliações colposcópicas periódicas. O tratamento definitivo, como a conização, é adiado para o período pós-parto, geralmente após 6-12 semanas, devido à alta taxa de regressão espontânea das lesões e para evitar riscos obstétricos como sangramento, parto prematuro ou incompetência istmocervical.
O risco de progressão de NIC II/III para câncer invasivo durante a gravidez é baixo, estimado em menos de 1%, o que justifica a conduta expectante e a postergação do tratamento definitivo para o pós-parto.
A colposcopia é indicada na gestação se houver citologia alterada, mas biópsias devem ser limitadas a lesões suspeitas de invasão. A curetagem endocervical é contraindicada devido ao risco de sangramento e aborto.
A reavaliação e o tratamento de uma NIC II/III diagnosticada na gestação são idealmente realizados no período pós-parto, geralmente 6 a 12 semanas após o nascimento, para permitir a regressão espontânea e evitar riscos obstétricos.
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