UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2020
Qual da alternativa relacionada ao hábito e estilo de vida NÃO reduz a hipertrigliceridemia:
Substituir gorduras insaturadas por saturadas → NÃO reduz hipertrigliceridemia, podendo piorar.
A hipertrigliceridemia é fortemente influenciada por hábitos alimentares. A substituição de ácidos graxos mono e poli-insaturados (encontrados em azeite, abacate, peixes gordos) por ácidos graxos saturados (presentes em carnes vermelhas, laticínios integrais, alimentos processados) não apenas não reduz os níveis de triglicerídeos, como pode contribuir para o aumento do risco cardiovascular e dislipidemia.
A hipertrigliceridemia é uma dislipidemia caracterizada por níveis elevados de triglicerídeos no sangue, um fator de risco independente para doenças cardiovasculares e, em níveis muito altos, para pancreatite aguda. Seu manejo envolve primariamente modificações no estilo de vida, que são frequentemente mais eficazes do que a terapia farmacológica isolada para triglicerídeos moderadamente elevados. As principais intervenções no estilo de vida que comprovadamente reduzem a hipertrigliceridemia incluem a redução do peso corporal, a diminuição drástica da ingestão de açúcares simples (frutose e sacarose), a restrição do consumo de bebidas alcoólicas e o aumento da atividade física regular. A dieta deve ser rica em fibras, grãos integrais, frutas e vegetais, com foco em gorduras saudáveis. Em contraste, a substituição de ácidos graxos mono e poli-insaturados (encontrados em azeite, oleaginosas, peixes) por ácidos graxos saturados (presentes em carnes gordas, laticínios integrais, produtos industrializados) não apenas não contribui para a redução dos triglicerídeos, como pode piorar o perfil lipídico e aumentar o risco cardiovascular. É fundamental que residentes compreendam a importância da qualidade da gordura na dieta para o manejo eficaz da hipertrigliceridemia.
A redução do peso, a diminuição da ingestão de açúcares simples e bebidas alcoólicas, e o aumento da atividade física são os pilares do tratamento não farmacológico da hipertrigliceridemia.
O excesso de açúcares simples é convertido em triglicerídeos no fígado, especialmente em indivíduos com predisposição genética, elevando seus níveis séricos.
Ácidos graxos saturados e trans tendem a elevar os triglicerídeos e o LDL-colesterol, enquanto os mono e poli-insaturados (como ômega-3) podem ajudar a reduzir os triglicerídeos e melhorar o perfil lipídico.
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