Obstrução Intestinal Maligna: Opções Medicamentosas e Contraindicações

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

No manejo da obstrução intestinal maligna, são opções medicamentosas recomendadas as seguintes, exceto:

Alternativas

  1. A) Metoclopramida 10 mg vo de 6/6 horas, antes das refeições (exceto em cenários de obstrução completa).
  2. B) Dexametasona 4-12 mg EV, uma vez ao dia.
  3. C) Escopolamina EV de 8/8 horas.
  4. D) Ondansetrona 8 mg EV de 8/8 horas.
  5. E) Octreotide 10-40 mcg/hora, EV, em bomba de infusão contínua.

Pérola Clínica

Obstrução intestinal maligna: Evitar procinéticos (Metoclopramida) em obstrução completa; Ondansetrona é sintomático.

Resumo-Chave

No manejo da obstrução intestinal maligna, a metoclopramida (procinético) é contraindicada em casos de obstrução completa, pois pode piorar a dor e o risco de perfuração. Dexametasona, escopolamina e octreotide têm papéis diretos na redução da obstrução ou de seus sintomas fisiopatológicos, enquanto a ondansetrona é primariamente um antiemético.

Contexto Educacional

A obstrução intestinal maligna é uma complicação frequente em pacientes com câncer avançado, especialmente de origem gastrointestinal ou ginecológica, e representa um desafio significativo no manejo de cuidados paliativos. O objetivo principal do tratamento é o alívio dos sintomas e a melhoria da qualidade de vida, uma vez que a intervenção cirúrgica muitas vezes não é uma opção ou não é desejável. O manejo medicamentoso é a pedra angular do tratamento conservador. Corticosteroides como a dexametasona são amplamente utilizados para reduzir o edema peritumoral e a inflamação, o que pode aliviar a obstrução. Antiespasmódicos, como a escopolamina (butilbrometo de escopolamina), são eficazes para controlar a dor tipo cólica e reduzir as secreções. Análogos da somatostatina, como o octreotide, são valiosos para diminuir as secreções gastrointestinais, reduzindo náuseas e vômitos. No entanto, é crucial evitar procinéticos como a metoclopramida em casos de obstrução completa, pois podem exacerbar a dor e aumentar o risco de perfuração. A metoclopramida pode ser considerada em obstruções parciais ou gastroparesia. Antieméticos como a ondansetrona são importantes para o controle sintomático de náuseas e vômitos, mas não atuam diretamente no mecanismo da obstrução, diferentemente dos outros fármacos mencionados que visam reduzir a causa ou as consequências fisiopatológicas diretas da obstrução.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais objetivos do manejo medicamentoso na obstrução intestinal maligna?

Os objetivos incluem alívio da dor, controle de náuseas e vômitos, redução de secreções gastrointestinais, diminuição do edema tumoral e, quando possível, melhora do trânsito intestinal. O foco é na qualidade de vida do paciente.

Por que a metoclopramida é contraindicada em casos de obstrução intestinal maligna completa?

A metoclopramida é um procinético que aumenta a motilidade gastrointestinal. Em uma obstrução completa, isso pode levar a espasmos dolorosos, aumento da pressão intraluminal e risco de perfuração, piorando o quadro clínico do paciente.

Qual o papel da dexametasona e do octreotide no manejo da obstrução intestinal maligna?

A dexametasona (corticosteroide) é usada para reduzir o edema peritumoral e a inflamação, podendo aliviar a obstrução. O octreotide (análogo da somatostatina) reduz as secreções gastrointestinais, diminuindo o volume luminal e, consequentemente, náuseas e vômitos.

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