HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2021
No manejo da obstrução intestinal maligna, são opções medicamentosas recomendadas as seguintes, exceto:
Obstrução intestinal maligna: Evitar procinéticos (Metoclopramida) em obstrução completa; Ondansetrona é sintomático.
No manejo da obstrução intestinal maligna, a metoclopramida (procinético) é contraindicada em casos de obstrução completa, pois pode piorar a dor e o risco de perfuração. Dexametasona, escopolamina e octreotide têm papéis diretos na redução da obstrução ou de seus sintomas fisiopatológicos, enquanto a ondansetrona é primariamente um antiemético.
A obstrução intestinal maligna é uma complicação frequente em pacientes com câncer avançado, especialmente de origem gastrointestinal ou ginecológica, e representa um desafio significativo no manejo de cuidados paliativos. O objetivo principal do tratamento é o alívio dos sintomas e a melhoria da qualidade de vida, uma vez que a intervenção cirúrgica muitas vezes não é uma opção ou não é desejável. O manejo medicamentoso é a pedra angular do tratamento conservador. Corticosteroides como a dexametasona são amplamente utilizados para reduzir o edema peritumoral e a inflamação, o que pode aliviar a obstrução. Antiespasmódicos, como a escopolamina (butilbrometo de escopolamina), são eficazes para controlar a dor tipo cólica e reduzir as secreções. Análogos da somatostatina, como o octreotide, são valiosos para diminuir as secreções gastrointestinais, reduzindo náuseas e vômitos. No entanto, é crucial evitar procinéticos como a metoclopramida em casos de obstrução completa, pois podem exacerbar a dor e aumentar o risco de perfuração. A metoclopramida pode ser considerada em obstruções parciais ou gastroparesia. Antieméticos como a ondansetrona são importantes para o controle sintomático de náuseas e vômitos, mas não atuam diretamente no mecanismo da obstrução, diferentemente dos outros fármacos mencionados que visam reduzir a causa ou as consequências fisiopatológicas diretas da obstrução.
Os objetivos incluem alívio da dor, controle de náuseas e vômitos, redução de secreções gastrointestinais, diminuição do edema tumoral e, quando possível, melhora do trânsito intestinal. O foco é na qualidade de vida do paciente.
A metoclopramida é um procinético que aumenta a motilidade gastrointestinal. Em uma obstrução completa, isso pode levar a espasmos dolorosos, aumento da pressão intraluminal e risco de perfuração, piorando o quadro clínico do paciente.
A dexametasona (corticosteroide) é usada para reduzir o edema peritumoral e a inflamação, podendo aliviar a obstrução. O octreotide (análogo da somatostatina) reduz as secreções gastrointestinais, diminuindo o volume luminal e, consequentemente, náuseas e vômitos.
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