SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Considerando as informações disponíveis sobre os patógenos mais comumente associados à mastite puerperal e o tratamento inicial recomendado, assinale a alternativa correta.
Mastite puerperal: esvaziamento mamário + suporte clínico inicial; ATB só se não houver melhora em 24-48h.
O manejo inicial da mastite puerperal foca em medidas de suporte para aliviar a congestão e a inflamação, como o esvaziamento eficaz da mama e analgésicos. A antibioticoterapia é reservada para casos que não respondem a essas medidas ou em infecções graves, visando evitar o uso desnecessário de antimicrobianos.
A mastite puerperal é uma inflamação da mama que ocorre principalmente durante a lactação, afetando cerca de 10% das mulheres que amamentam. É uma condição comum e, embora muitas vezes autolimitada, pode causar dor intensa e desconforto, levando ao desmame precoce se não for adequadamente manejada. O reconhecimento precoce e a intervenção correta são cruciais para o sucesso da amamentação e a prevenção de complicações. A fisiopatologia envolve a estase láctea, que favorece a proliferação bacteriana, geralmente por microrganismos da pele da mãe ou da orofaringe do bebê que entram através de fissuras mamilares. O diagnóstico é clínico, baseado em dor, calor, rubor e inchaço na mama, frequentemente acompanhados de febre e mal-estar. É importante diferenciar a mastite de um ingurgitamento mamário simples, que não apresenta sinais inflamatórios sistêmicos. O tratamento inicial é conservador e foca no esvaziamento eficaz da mama, seja pela amamentação, ordenha manual ou bomba. Analgésicos e anti-inflamatórios (como ibuprofeno) são essenciais para o alívio da dor e redução da inflamação. A antibioticoterapia (geralmente com cefalexina ou cloxacilina, cobrindo Staphylococcus aureus) deve ser considerada se não houver melhora significativa em 24-48 horas ou em casos de apresentação grave, como abscesso mamário ou sepse. O prognóstico é geralmente bom com manejo adequado, permitindo a continuidade da amamentação.
Os patógenos mais comumente envolvidos na mastite puerperal são Staphylococcus aureus (o mais frequente), Staphylococcus epidermidis, Streptococcus spp. e, menos frequentemente, Escherichia coli.
A conduta inicial para mastite puerperal inclui hidratação, esvaziamento frequente e eficaz da mama afetada, posicionamento adequado do bebê na amamentação, além de analgésicos e anti-inflamatórios para controle da dor e inflamação.
Os antibióticos são indicados na mastite puerperal se não houver melhora dos sintomas com as medidas clínicas de suporte em 24 a 48 horas, ou em casos de sintomas graves desde o início, como febre alta e mal-estar.
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