HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024
Paciente masculino, 45 anos, histórico de depressão em tratamento irregular. Trazida ao pronto-socorro com quadro de intoxicação exógena por tentativa de suicídio. A respeito desse tema, classifique as afirmativas abaixo como V. (verdadeira] ou F (falsa] e em seguida assinale a alternativa que contempla a ordem de sua classificação de cima para baixo: a) [ ] nas intoxicações por benzodiazepínicos de meia-vida mais curta, tais como midazolam, bromazepam e lorazepam, recomenda-se a indução de vômitos em até 4h após a ingesta. b) [ ] em casos de ingesta proposital ou acidental de grandes quantidades de carbamazepina, recomenda-se esvaziamento gástrico, que deve ser realizado mesmo decorridas horas após a ingestão. Diurese forçada, diálise peritoneal e hemodiálise não são eficazes. c) [ ] para intoxicação por amitriptilina, a indução de vômitos não é recomendada pelo risco de convulsões. d) [ ] o antídoto para intoxicações por agrotóxicos organofosforados é a atropina, cuja dose recomendada varia de acordo com a gravidade da intoxicação.
Intoxicação: êmese contraindicada em depressores SNC (benzodiazepínicos, ATCs) pelo risco de aspiração/convulsão. Carbamazepina: esvaziamento gástrico tardio.
A indução de vômitos é geralmente contraindicada em intoxicações, especialmente por substâncias que deprimem o SNC (benzodiazepínicos, antidepressivos tricíclicos) devido ao alto risco de aspiração e convulsões. A carbamazepina, por sua absorção errática e prolongada, pode se beneficiar de esvaziamento gástrico mesmo horas após a ingesta. A atropina é o antídoto para organofosforados.
O manejo de intoxicações exógenas é um tema crítico na emergência, exigindo conhecimento rápido e preciso sobre as substâncias envolvidas e as condutas apropriadas. A identificação da substância e a avaliação da gravidade são os primeiros passos, seguidos por medidas de suporte e, quando disponíveis, antídotos específicos. É fundamental reconhecer as contraindicações de certas intervenções, como a indução de vômitos, que pode agravar o quadro clínico do paciente. A fisiopatologia das intoxicações varia amplamente, desde a depressão do sistema nervoso central por benzodiazepínicos e antidepressivos tricíclicos até a inibição da acetilcolinesterase pelos organofosforados. O diagnóstico é clínico, baseado na história e nos sintomas, e pode ser complementado por exames toxicológicos. A suspeita de intoxicação deve levar à estabilização do paciente e à implementação de medidas para reduzir a absorção, aumentar a eliminação ou neutralizar o tóxico. O tratamento é individualizado e focado em suporte vital, descontaminação (carvão ativado, lavagem gástrica em casos selecionados), e uso de antídotos. A monitorização contínua é essencial para identificar e tratar complicações como arritmias, convulsões e insuficiência respiratória. A abordagem multidisciplinar e o conhecimento das particularidades de cada agente tóxico são cruciais para um bom prognóstico.
A indução de vômitos é contraindicada em intoxicações por substâncias corrosivas, hidrocarbonetos, e depressores do SNC (como benzodiazepínicos e antidepressivos tricíclicos), devido ao risco de aspiração pulmonar, convulsões ou lesão esofágica.
O tratamento inicial para intoxicação por organofosforados inclui descontaminação, suporte ventilatório e o uso de atropina para reverter os efeitos muscarínicos. A pralidoxima pode ser usada para reativar a acetilcolinesterase.
A carbamazepina possui absorção errática e prolongada, além de poder formar bezoares no trato gastrointestinal. Isso permite que o esvaziamento gástrico, como a lavagem gástrica ou carvão ativado de doses múltiplas, seja eficaz mesmo horas após a ingestão.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo