Pneumonia Grave Pediátrica: Manejo da Insuficiência Respiratória

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2017

Enunciado

Criança com 3 anos de idade iniciou há 7 dias tosse, rinorréia, obstrução nasal e evoluiu nos últimos 2 dias para gemência, prostração e intenso esforço respiratório. Procurou atendimento médico onde foi realizado RX de tórax que mostrou opacidade alveolar extensa à esquerda com provável derrame pleural. Foi encaminhada para hospital terciário e no exame físico de entrada estava agitada, com FR: 70 irpm, SatO₂ 80% em ar ambiente e 90- 91% com máscara não reinalante , FC: 160 bpm, febril, PA: 90 x 55 mmHg, pulsos centrais fortes, TEC < 2 segundos com tiragem intercostal grave, retração supraclavicular e batimento de aletas nasais. Os exames complementares mostraram: hemograma (HB 6 / HT 18 / GB 24 mil com desvio escalonado à esquerda / Plaquetas 156 mil), gasometria pH 7,2, PaO₂ 67, PCO₂ 50, Bicarbonato 19. Das alternativas abaixo, escolha a conduta mais correta:

Alternativas

  1. A) Sedar a criança, chamar o cirurgião para drenar o tórax e manter a criança em observação, definindo suporte ventilatório a depender da evolução clínica.
  2. B) Fazer sequência rápida de intubação, garantir suporte ventilatório invasivo, colher culturas, iniciar antibioticoterapia endovenosa, indicar toracocentese e transfusão de concentrado de hemácias.
  3. C) Indicar suporte ventilatório não invasivo, realizar expansões volêmicas, iniciar antibioticoterapia endovenosa e sedar a criança.
  4. D) Manter a criança em observação na máscara não reinalante e iniciar antibioticoterapia endovenosa. Realizar toracocentese para definir se exsudato ou transudato.

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