UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
Paciente de 20 anos com ferimento por arma de fogo com orifício de entrada na região anterior do tórax, no quarto espaço intercostal, linha clavicular média, sem orifício de saída. Apresenta-se taquicárdico, sudoreico e dispneico. O SAMU é mobilizado para atendimento da ocorrência. Ao chegar ao local o médico da ambulância deve:
Trauma torácico penetrante → Curativo oclusivo de três pontas + controle da via aérea para prevenir pneumotórax hipertensivo.
Em ferimentos torácicos abertos, o curativo de três pontas permite a saída de ar durante a expiração, impedindo o acúmulo de pressão intratorácica e a formação de um pneumotórax hipertensivo, enquanto o controle da via aérea é prioridade no trauma.
O trauma torácico é uma causa significativa de morbimortalidade, especialmente em ambientes pré-hospitalares. Ferimentos penetrantes, como os por arma de fogo, podem levar rapidamente a condições de risco de vida, como o pneumotórax aberto e o pneumotórax hipertensivo. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são cruciais para a sobrevida do paciente. A avaliação inicial segue o protocolo ABCDE do trauma, com ênfase na respiração e circulação. A fisiopatologia do pneumotórax aberto envolve a comunicação direta entre o ambiente externo e o espaço pleural, levando ao colapso pulmonar. Se o orifício de entrada atua como uma válvula unidirecional, permitindo a entrada de ar mas não a saída, desenvolve-se o pneumotórax hipertensivo, uma emergência médica que causa desvio mediastinal, compressão do coração e grandes vasos, e choque obstrutivo. O diagnóstico é clínico, baseado nos sinais e sintomas de insuficiência respiratória e instabilidade hemodinâmica. A conduta inicial no local do acidente para um pneumotórax aberto é a aplicação de um curativo oclusivo de três pontas, que atua como uma válvula, permitindo a saída de ar e impedindo sua entrada. Isso estabiliza o paciente até a chegada ao hospital, onde outras intervenções, como a drenagem torácica, podem ser realizadas. O controle da via aérea e a oferta de oxigênio são medidas de suporte fundamentais. O prognóstico depende da rapidez e eficácia do atendimento inicial.
O pneumotórax aberto apresenta ferimento torácico com ruído de sucção e dispneia. O hipertensivo adiciona taquicardia, hipotensão, desvio de traqueia e turgência jugular, indicando colapso circulatório.
O curativo de três pontas permite que o ar saia do espaço pleural durante a expiração, mas impede sua entrada na inspiração. Isso evita o acúmulo de ar e a progressão para um pneumotórax hipertensivo, mantendo a ventilação.
O controle da via aérea é a primeira prioridade no atendimento ao trauma (ABCDE). Garante oxigenação e ventilação adequadas, essenciais para pacientes com lesões torácicas que comprometem a respiração.
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