UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
Homem de 33 anos, vítima de acidente automobilístico (carro x moto), deu entrada ao pronto-socorro trazido pelo SAMU, em prancha rígida e colar cervical. Exame físico: confuso, abertura ocular ao chamado e localiza dor, FC 115 bpm, PA 120 x 55 mmHg, oximetria 89%, MV + diminuído e hipertimpânico à direita, abdome globoso, flácido e doloroso à palpação de hipocôndrio esquerdo. As condutas a serem adotadas nesse caso são:
Trauma: Hipoxemia + Hipertimpanismo → O2 + Drenagem de Tórax. Dor abdominal → Investigar com TC.
Em um paciente traumatizado com hipoxemia (Oximetria 89%) e sinais de pneumotórax (MV diminuído e hipertimpânico), a prioridade é a oxigenação e a descompressão torácica. A dor abdominal exige investigação para descartar lesões internas, sendo a tomografia de abdome um exame crucial para detalhamento.
O manejo inicial do paciente traumatizado segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), priorizando a avaliação e tratamento de condições que ameaçam a vida. A avaliação primária (ABCDE) é fundamental para identificar e corrigir problemas como a hipoxemia e o pneumotórax. A hipoxemia, mesmo que não grave, deve ser corrigida com oxigênio suplementar. O pneumotórax, especialmente se hipertensivo, exige descompressão imediata, geralmente por drenagem de tórax, para restaurar a ventilação e prevenir o colapso hemodinâmico. A identificação de dor abdominal em um paciente traumatizado exige investigação aprofundada para descartar lesões internas. A tomografia de abdome é um exame de imagem essencial para avaliar a extensão das lesões em traumas fechados, fornecendo informações detalhadas para o planejamento terapêutico. A decisão de intubar deve ser baseada não apenas na Escala de Coma de Glasgow, mas também na capacidade do paciente de proteger sua via aérea e na adequação de sua ventilação e oxigenação.
Sinais como murmúrio vesicular diminuído ou ausente, hipertimpanismo à percussão e hipoxemia em um paciente traumatizado sugerem pneumotórax, que pode exigir drenagem de tórax para descompressão e melhora da ventilação.
A intubação orotraqueal é geralmente indicada em pacientes com GCS ≤ 8, ou na presença de falha respiratória iminente, obstrução de via aérea, ou incapacidade de proteger a via aérea, mesmo com GCS mais alto. Um GCS de 12, por si só, não é uma indicação absoluta se a oxigenação for adequada e a via aérea protegida.
A tomografia de abdome é crucial no trauma fechado para identificar e graduar lesões de órgãos sólidos (fígado, baço, rins), lesões de vísceras ocas e sangramentos intra-abdominais, auxiliando na decisão entre manejo conservador ou cirúrgico.
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