CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2018
Jovem de 22 anos vítima de acidente automobilístico é admitido no setor de emergência com alteração do nível de consciência. Não apresenta abertura ocular, retira membro apenas ao estimulo álgico e emite sons incompreensíveis, PA: 160x90 FC: 66 bpm e FR: 20 irpm. A conduta inicial mais adequada é:
TCE grave (Glasgow ≤ 8): prioridade é intubação orotraqueal para proteção de via aérea e controle ventilatório.
Paciente vítima de trauma com alteração do nível de consciência e Escala de Coma de Glasgow (ECG) ≤ 8 (neste caso, 3+2+2=7) tem indicação formal de intubação orotraqueal para proteção da via aérea, otimização da oxigenação e ventilação, e controle da pressão intracraniana.
O manejo inicial do Trauma Cranioencefálico (TCE) é uma das situações mais críticas na emergência, exigindo uma abordagem sistemática e rápida para minimizar a lesão cerebral secundária. A avaliação segue o protocolo ABCDE do trauma, onde a via aérea (A) e a respiração (B) são prioridades absolutas. A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta fundamental para avaliar o nível de consciência e determinar a necessidade de intervenção na via aérea. Pacientes com TCE grave, definidos por uma ECG igual ou inferior a 8, têm indicação formal de intubação orotraqueal. No caso apresentado, o paciente com ECG de 7 (abertura ocular ausente=1, resposta motora de retirada=4, resposta verbal de sons incompreensíveis=2) se enquadra nessa categoria. A intubação visa proteger a via aérea de aspiração, otimizar a oxigenação e a ventilação para evitar hipóxia e hipercapnia (que aumentam a pressão intracraniana), e permitir o controle da ventilação para manter a normocapnia ou leve hipocapnia, se necessário. Embora outras medidas como manitol e tomografia de crânio sejam importantes no manejo do TCE, elas são secundárias à estabilização da via aérea e da respiração. A presença de hipertensão e bradicardia (reflexo de Cushing) no paciente indica hipertensão intracraniana, reforçando a urgência da intubação e do controle ventilatório como parte do manejo da PIC.
A intubação orotraqueal é formalmente indicada em pacientes com Trauma Cranioencefálico (TCE) que apresentam Escala de Coma de Glasgow (ECG) igual ou inferior a 8, para proteger a via aérea, garantir oxigenação e ventilação adequadas, e auxiliar no controle da pressão intracraniana.
A proteção da via aérea é crucial em TCE grave para prevenir aspiração pulmonar, garantir oxigenação cerebral adequada e evitar hipóxia, que pode agravar a lesão cerebral secundária.
No caso apresentado, a bradicardia (FC: 66 bpm) e a hipertensão (PA: 160x90) em um paciente com rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 7) são componentes do reflexo de Cushing, indicando provável hipertensão intracraniana.
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