Sepse Pediátrica: Manejo Inicial e Phoenix Sepsis Score

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025

Enunciado

Escolar, 8 anos. em tratamento de uma infecção urinária há 48 horas. é internada com febre, taquipneia e queda do estado geral. O Phoenix Sepsis Score (PSS) 2024, foi aplicado com resultado de 2 pontos, devido à disfunção respiratória e cardiovascular com pressão arterial média calculada (PAM) abaixo do esperado para a idade. O próximo passo no manejo dessa paciente deverá ser:

Alternativas

  1. A) Prescrever cristaloides e monitorar a PAM antes de qualquer intervenção.
  2. B) Aumentar o suporte ventilatório e manter a monitoração sem intervenções adicionais.
  3. C) Iniciar cristaloides, antibióticos, e considerar vasopressores se não houver resposta.
  4. D) Realizar ventilação não invasiva e prescrever antibiótico de amplo espectro.
  5. E) Administrar corticosteroides em altas doses para combater a inflamação sistêmica.

Pérola Clínica

PSS ≥ 2 com disfunção orgânica (ex: cardiovascular) → iniciar cristaloides, ATB e considerar vasopressores.

Resumo-Chave

Pacientes pediátricos com sepse e disfunção orgânica, como hipotensão (PAM abaixo do esperado), necessitam de intervenção rápida e agressiva. A abordagem inicial inclui ressuscitação volêmica com cristaloides, início precoce de antibióticos de amplo espectro e, se não houver resposta, vasopressores para manter a perfusão.

Contexto Educacional

A sepse pediátrica é uma síndrome de disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção. É uma das principais causas de morbidade e mortalidade em crianças globalmente, exigindo reconhecimento e tratamento imediatos. A identificação precoce de sinais de disfunção orgânica é crucial para o prognóstico. O Phoenix Sepsis Score (PSS) 2024 é uma ferramenta recente desenvolvida para padronizar a identificação de sepse em crianças, utilizando critérios clínicos e laboratoriais para avaliar a disfunção orgânica. Um PSS de 2 ou mais pontos, especialmente na presença de disfunção cardiovascular (como hipotensão para a idade), indica a necessidade de intervenção imediata para evitar a progressão para choque séptico. O manejo inicial da sepse pediátrica com disfunção orgânica inclui a ressuscitação volêmica agressiva com cristaloides, o início precoce de antibióticos de amplo espectro após coleta de culturas, e a consideração de vasopressores se a hipotensão persistir após a reposição volêmica. A monitorização contínua e o suporte orgânico são fundamentais para otimizar os resultados e reduzir a mortalidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de disfunção orgânica em sepse pediátrica?

Sinais incluem disfunção respiratória (taquipneia, hipoxemia), cardiovascular (hipotensão, taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado), neurológica (alteração do nível de consciência) e renal (oligúria).

Qual a importância do Phoenix Sepsis Score (PSS) na sepse pediátrica?

O PSS é uma ferramenta de triagem e estratificação de risco que ajuda a identificar crianças com maior probabilidade de sepse e disfunção orgânica, guiando a necessidade de intervenções rápidas e agressivas.

Por que a administração precoce de antibióticos é crucial na sepse pediátrica?

A administração precoce de antibióticos de amplo espectro é vital para combater a infecção subjacente e prevenir a progressão para choque séptico e falência de múltiplos órgãos, melhorando a sobrevida.

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