IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Homem de 78 anos, internado para tratamento de infecção do trato urinário há 2 dias com ceftriaxone, evolui com rebaixamento do nível de consciência e hipotensão. Ao exame REG: Tax 38,3°C; FC: 130 bpm, PA: 80 x 54 mmHg; lenta perfusão capilar. Exames laboratoriais: Hb 12,0 g/dL; GB: 11.400/mm3; plaquetas: 110.000/mm³; creatinina: 1,4 mg/dL; bilirrubinas: 1,2 mg/dL. Considerando a gravidade da sepse, faz parte da conduta apropriada nas primeiras 24 horas:
Sepse grave/choque séptico → Avaliar perfusão tecidual com lactato sérico e guiar ressuscitação.
O lactato sérico é um marcador crucial de hipoperfusão tecidual e disfunção celular na sepse e choque séptico. Seu acompanhamento seriado é fundamental para guiar a ressuscitação volêmica e avaliar a resposta ao tratamento, buscando a normalização dos níveis.
A sepse é uma disfunção orgânica com risco de vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção, podendo evoluir para choque séptico, uma condição de alto risco de mortalidade. A identificação precoce e o manejo agressivo nas primeiras horas são cruciais para melhorar o prognóstico, sendo um tema de extrema relevância na prática clínica e em provas de residência. O manejo inicial da sepse e choque séptico envolve uma série de medidas coordenadas, incluindo a coleta de culturas, início rápido de antibióticos de amplo espectro, e ressuscitação volêmica. A avaliação contínua da perfusão tecidual, frequentemente monitorada pelo lactato sérico, é um pilar fundamental. O lactato reflete o metabolismo anaeróbico e a hipoperfusão, e sua depuração é um indicador de resposta ao tratamento. O tratamento do choque séptico foca na restauração da perfusão tecidual e na erradicação da infecção. Isso inclui a administração de fluidos intravenosos (cristaloides), o uso de vasopressores para manter a pressão arterial média (PAM) e a otimização do débito cardíaco. A monitorização do lactato sérico e sua depuração são essenciais para guiar a terapia e avaliar a eficácia das intervenções, buscando a normalização dos parâmetros hemodinâmicos e metabólicos.
O lactato sérico é um marcador de hipoperfusão tecidual e disfunção celular. Níveis elevados indicam gravidade e a necessidade de otimizar a perfusão, sendo seu acompanhamento crucial para guiar a ressuscitação.
As metas incluem a administração de cristaloides (30 mL/kg nas primeiras 3 horas), manutenção da PAM > 65 mmHg (com vasopressores se necessário) e normalização do lactato sérico, avaliando a resposta hemodinâmica.
Vasopressores devem ser iniciados precocemente se a hipotensão persistir após a reposição volêmica inicial adequada, visando manter a pressão arterial média (PAM) acima de 65 mmHg.
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