FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2023
Paciente com reação febril não hemolítica, reações alérgicas e anafiláticas após transfusão de sangue. Considerando a suspeita de uma reação transfusional aguda, NÃO se deve:
Suspeita de reação transfusional → Interromper transfusão IMEDIATAMENTE e manter acesso venoso.
Em qualquer suspeita de reação transfusional, a primeira e mais crítica medida é interromper a infusão de sangue para prevenir a progressão da reação. Manter o acesso venoso é fundamental para administrar medicações e fluidos, enquanto a investigação diagnóstica é iniciada.
As reações transfusionais agudas são eventos adversos que ocorrem durante ou até 24 horas após a transfusão de componentes sanguíneos. Elas variam em gravidade, desde reações febris não hemolíticas leves até reações anafiláticas ou hemolíticas agudas com risco de vida. A rápida identificação e manejo são cruciais para a segurança do paciente e para a prevenção de complicações graves como insuficiência renal aguda ou coagulação intravascular disseminada. O diagnóstico baseia-se na apresentação clínica e na investigação laboratorial, que inclui a reavaliação da compatibilidade, testes de hemólise e culturas. A fisiopatologia envolve respostas imunes a componentes do sangue transfundido ou contaminação bacteriana. A suspeita deve ser alta em qualquer alteração clínica durante ou logo após a transfusão, exigindo uma resposta padronizada e imediata da equipe médica. O tratamento é de suporte e específico para o tipo de reação, mas a interrupção imediata da transfusão é a primeira e mais importante medida em todos os casos suspeitos. A notificação ao serviço de hemovigilância é obrigatória para investigar a causa, prevenir recorrências e garantir a segurança transfusional. Residentes devem dominar este protocolo para garantir a segurança dos pacientes.
Os primeiros sinais podem incluir febre, calafrios, urticária, prurido, dor no local da infusão, dor lombar, dispneia e hipotensão. A vigilância constante durante e após a transfusão é crucial.
A conduta inicial é interromper imediatamente a transfusão, manter o acesso venoso com soro fisiológico, notificar o banco de sangue e iniciar a avaliação clínica e laboratorial do paciente.
Manter o acesso venoso é vital para permitir a administração rápida de fluidos, medicamentos (como anti-histamínicos, corticoides ou vasopressores) e para coletar amostras de sangue para a investigação da reação.
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