HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019
Mãe chega desesperada à emergência, invadindo o consultório médico trazendo seu filho de 3 anos nos braços enrolado em um lençol. A criança chora intensamente e está extremamente agitada. Ao ser perguntada qual o motivo de sua ida à emergência, relata que estava cozinhando uma sopa e em um momento de distração seu filho pequeno tentou pegar a panela e a derramou sobre si. Refere que a sopa caiu no tronco, braços e pernas da criança e que ficou muito vermelho no local, cheio de bolhas altas, e em algumas áreas, inclusive, está muito escuro e quando tocou nessa parte a criança nem dor sentiu. Sobre queimaduras e seus cuidados iniciais na emergência, assinale a alternativa INCORRETA:
Queimadura pediátrica: elevar extremidades lesadas ↓ edema e melhora perfusão tecidual.
A elevação de extremidades queimadas é crucial para reduzir o edema e melhorar o fluxo sanguíneo, prevenindo a progressão da lesão e complicações. A alternativa C está incorreta ao afirmar o contrário, sendo um erro comum na abordagem inicial.
Queimaduras em crianças são emergências comuns e graves, com alta morbimortalidade. A avaliação inicial rápida e o manejo adequado são cruciais para o prognóstico. A pele infantil é mais fina, tornando-as mais suscetíveis a queimaduras mais profundas e a complicações como hipotermia e sepse. A avaliação da profundidade e extensão da queimadura (regra dos 9% modificada para crianças ou Lund-Browder) guia a fluidoterapia. A dor intensa e a agitação são comuns, necessitando de analgesia. A presença de bolhas e áreas escuras sem dor sugere queimaduras de segundo e terceiro graus, respectivamente. Os cuidados iniciais incluem remoção de roupas, resfriamento com água corrente (evitar água gelada em grandes queimados), elevação das extremidades para reduzir edema, prevenção de hipotermia (manter ambiente aquecido), e avaliação da necessidade de sonda nasogástrica (em >20% SCQ ou alteração de consciência) e fluidoterapia. A sepse é a principal causa de morte, exigindo vigilância.
Os cuidados iniciais incluem remoção de roupas, resfriamento com água corrente (evitar água gelada em grandes queimados), elevação das extremidades para reduzir edema, prevenção de hipotermia e avaliação da necessidade de sonda nasogástrica e fluidoterapia.
A elevação das extremidades lesadas é crucial para reduzir o edema local, que pode comprometer o fluxo sanguíneo e levar à isquemia. Isso ajuda a prevenir a progressão da ferida e melhora a perfusão tecidual.
As principais complicações são sepse e hipotermia. A sepse é prevenida com cuidados rigorosos da ferida e vigilância, enquanto a hipotermia é evitada mantendo o ambiente aquecido e evitando resfriamento excessivo.
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