Queimaduras de 1º e 2º Graus: Manejo Inicial na Emergência

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2024

Enunciado

Um homem de 30 anos, vítima de queimadura por escaldadura, chega à emergência com queimadura de primeiro e segundo graus, em membro superior esquerdo e tronco. Sem comorbidades, refere dor intensa no local. Após avaliação inicial, a melhor conduta seria:

Alternativas

  1. A) Analgesia com opióide; hidratação venosa; toxóide tetânica; curativo oclusivo;
  2. B) Analgesia com opióide; hidratação venosa; antibiótico de largo espectro;
  3. C) Analgesia com opióide; antibiótico de largo espectro; curativo oclusivo;
  4. D) Analgesia com opióide; antibiótico de largo espectro; toxóide tetânica; curativo oclusivo.

Pérola Clínica

Queimadura 1º/2º grau → Analgesia opioide, hidratação, toxoide tetânico, curativo oclusivo.

Resumo-Chave

O manejo inicial de queimaduras de 1º e 2º graus foca na analgesia potente devido à dor intensa, hidratação adequada para prevenir hipovolemia, profilaxia antitetânica e curativos que promovam a cicatrização e previnam infecção. Antibióticos sistêmicos não são rotina em queimaduras não infectadas.

Contexto Educacional

Queimaduras por escaldadura são lesões comuns, especialmente em crianças e idosos, resultantes do contato com líquidos quentes. A classificação em primeiro e segundo graus indica que a lesão afeta a epiderme e parte da derme, respectivamente, sendo caracterizadas por dor intensa, eritema, bolhas e edema. O manejo adequado é crucial para minimizar a dor, prevenir infecções e promover a cicatrização. A fisiopatologia da queimadura envolve a desnaturação proteica e a liberação de mediadores inflamatórios, causando aumento da permeabilidade capilar e extravasamento de fluidos, o que pode levar a hipovolemia em casos extensos. O diagnóstico é clínico, baseado na profundidade e extensão da lesão. A dor intensa é um sintoma proeminente, exigindo analgesia eficaz. O tratamento inicial foca na estabilização do paciente, controle da dor com opioides, reposição volêmica (se necessário, conforme a regra dos 9 ou Parkland), profilaxia antitetânica e cuidados com a ferida. Curativos oclusivos com agentes tópicos (como sulfadiazina de prata, embora não seja a única opção) são utilizados para proteger a lesão, prevenir infecção e otimizar a cicatrização. O prognóstico é geralmente bom para queimaduras de 1º e 2º graus, com cicatrização sem sequelas significativas se bem manejadas.

Perguntas Frequentes

Quais são os passos iniciais no atendimento de uma queimadura de 1º e 2º graus?

Os passos iniciais incluem avaliação da via aérea e circulação, analgesia adequada (geralmente com opioides), hidratação venosa se necessário, limpeza da área queimada, profilaxia antitetânica e aplicação de curativos apropriados.

Por que a hidratação venosa é importante em queimaduras?

A hidratação venosa é crucial em queimaduras extensas para repor a perda de fluidos devido ao aumento da permeabilidade capilar e evaporação, prevenindo o choque hipovolêmico. Em queimaduras de menor extensão, a hidratação oral pode ser suficiente.

Quando é indicada a profilaxia antitetânica em pacientes queimados?

A profilaxia antitetânica é indicada em todos os pacientes queimados, a menos que haja comprovação de vacinação completa e recente (nos últimos 5 anos). Em caso de dúvida ou esquema vacinal incompleto, deve-se administrar toxoide tetânico e/ou imunoglobulina.

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