HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2022
Paciente dá entrada na Emergência do Hospital São Domingos, vítima de colisão frontal com ônibus, apresentando fratura exposta do fêmur direito, com sangramento ativo. Glasgow 7. As pupilas estão isocóricas e reagem lentamente à luz, de forma simétrica. PA 90 x 60mmHG, FC: 127bpm, FR: 25 irpm. Excluindo a taquipnéia, sua respiração é normal. A sequência de atendimento inicial, que deverá ser realizado, é:
Politraumático com GCS 7 e choque → priorizar via aérea (intubação), ventilação, circulação (reposição volêmica, controle sangramento).
Em um paciente politraumatizado com rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 7) e sinais de choque (PA 90x60, FC 127), a prioridade absoluta é seguir a sequência do ABCDE do trauma. A intubação endotraqueal é essencial para proteger a via aérea e garantir ventilação adequada, seguida pela estabilização hemodinâmica com reposição volêmica e controle do sangramento ativo, antes de abordar lesões secundárias como fraturas.
O atendimento ao paciente politraumatizado é uma das situações mais desafiadoras na medicina de emergência, exigindo uma abordagem sistemática e rápida para identificar e tratar as lesões que ameaçam a vida. O protocolo Advanced Trauma Life Support (ATLS) estabelece uma sequência padronizada de avaliação e manejo, conhecida como ABCDE, que prioriza as intervenções com maior impacto na sobrevida do paciente. A epidemiologia do trauma mostra que ele é uma das principais causas de morte e incapacidade, especialmente em jovens, ressaltando a importância do conhecimento e aplicação correta desses princípios. A avaliação primária, baseada no ABCDE, foca na identificação e correção imediata de condições potencialmente fatais. A 'A' (Airway) envolve a garantia de uma via aérea pérvia e proteção da coluna cervical. A 'B' (Breathing) avalia a ventilação e oxigenação. A 'C' (Circulation) foca no controle de hemorragias e na reposição volêmica para tratar o choque. A 'D' (Disability) é a avaliação neurológica rápida, geralmente pelo escore de Glasgow. E a 'E' (Exposure) é a exposição completa do paciente para identificar lesões, com prevenção da hipotermia. No caso apresentado, o Glasgow 7 indica um grave rebaixamento do nível de consciência, tornando a intubação endotraqueal uma prioridade para proteger a via aérea e garantir a ventilação. Após a estabilização da via aérea e respiração, a circulação deve ser abordada. O paciente apresenta sinais de choque hipovolêmico (hipotensão, taquicardia) devido ao sangramento ativo da fratura exposta. A reposição volêmica com cristaloides e o controle do sangramento são cruciais. Somente após a estabilização das funções vitais é que se procede à avaliação secundária e ao manejo de lesões menos urgentes, como a imobilização da fratura e a solicitação de exames de imagem. O prognóstico do paciente politraumatizado depende diretamente da rapidez e eficácia das intervenções iniciais.
A sequência correta segue o protocolo ABCDE do trauma: A (Airway - via aérea com proteção da coluna cervical), B (Breathing - respiração e ventilação), C (Circulation - circulação com controle de hemorragias), D (Disability - avaliação neurológica) e E (Exposure - exposição e controle da hipotermia).
A intubação endotraqueal é a primeira prioridade devido ao rebaixamento do nível de consciência (Glasgow 7), que indica risco iminente de obstrução de via aérea e aspiração. Proteger a via aérea e garantir ventilação adequada é fundamental para a oxigenação cerebral e sistêmica, prevenindo lesões secundárias e morte.
O choque hipovolêmico no trauma é abordado inicialmente com controle do sangramento ativo e reposição volêmica agressiva. Devem ser estabelecidos dois acessos venosos calibrosos e administrados cristaloides aquecidos, com reavaliação constante da resposta do paciente. Transfusão de hemoderivados pode ser necessária precocemente em casos de choque grave.
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