São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025
Uma paciente de 55 anos com histórico de etilismo crônico dá entrada no pronto-socorro com dor epigástrica severa irradiando para as costas, náuseas e vômitos. Exames laboratoriais mostram aumento significativo da amilase e lipase. Qual é a abordagem inicial mais adequada para manejo da pancreatite aguda nesta paciente?
Pancreatite aguda = analgesia potente + hidratação IV vigorosa + monitorização rigorosa.
Na pancreatite aguda, a abordagem inicial foca em suporte intensivo: controle da dor com analgésicos potentes, hidratação intravenosa vigorosa para prevenir hipovolemia e melhorar a perfusão pancreática, e monitorização contínua dos sinais vitais e diurese para avaliar a resposta e identificar complicações precocemente.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória grave do pâncreas, frequentemente associada a dor abdominal intensa, náuseas e vômitos, e elevação das enzimas pancreáticas. As principais etiologias incluem colelitíase e etilismo crônico, como no caso apresentado. O manejo inicial é predominantemente de suporte e é fundamental para determinar o prognóstico e prevenir complicações. A abordagem inicial na pancreatite aguda visa estabilizar o paciente e mitigar a resposta inflamatória. Isso inclui a administração de analgesia adequada para controlar a dor severa, que é uma característica marcante da doença. A hidratação intravenosa vigorosa com cristaloides é essencial para repor as perdas de volume devido a vômitos, sequestro de fluidos no terceiro espaço e febre, prevenindo a hipovolemia e melhorando a perfusão pancreática e de outros órgãos. Além disso, a monitorização contínua dos sinais vitais, débito urinário e eletrólitos é crucial para guiar a terapia de fluidos e identificar precocemente sinais de deterioração ou desenvolvimento de complicações sistêmicas, como choque ou insuficiência orgânica. Enquanto a nutrição enteral precoce é benéfica, ela não é a primeira medida. Antibióticos profiláticos não são rotineiramente indicados, sendo reservados para casos de necrose infectada.
A hidratação vigorosa é crucial para manter a perfusão tecidual, especialmente do pâncreas, e prevenir a hipovolemia e a isquemia, que podem agravar a inflamação e levar a complicações como necrose.
Os principais objetivos são aliviar a dor, restaurar e manter o volume intravascular, prevenir complicações sistêmicas e locais, e monitorar a evolução clínica do paciente.
Antibióticos profiláticos não são recomendados na pancreatite aguda. Eles são indicados apenas em casos de infecção comprovada ou suspeita de necrose pancreática infectada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo