SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2021
Nas primeiras 48 horas de pancreatite aguda biliar, de forma mais eficaz tendo como base o ponto de vista fisiopatológico, a abordagem seria:
Pancreatite aguda biliar nas primeiras 48h → Suporte hemodinâmico, hidratação vigorosa, analgesia e jejum.
O manejo inicial da pancreatite aguda biliar é focado no suporte clínico para controlar a inflamação sistêmica e prevenir complicações. A hidratação vigorosa é crucial para manter a perfusão pancreática e reduzir a isquemia, enquanto a analgesia e o jejum aliviam a dor e o estímulo pancreático.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória grave do pâncreas, sendo a etiologia biliar uma das mais comuns. Sua importância clínica reside na alta morbimortalidade se não for adequadamente manejada, sendo um tema recorrente em provas de residência e crucial na prática médica. A fisiopatologia envolve a ativação prematura de enzimas pancreáticas dentro do próprio órgão, levando à autodigestão. O diagnóstico é baseado em dor abdominal característica, elevação de amilase/lipase e achados de imagem. A suspeita deve ser alta em pacientes com fatores de risco como litíase biliar. O tratamento inicial nas primeiras 48 horas é predominantemente de suporte, visando estabilizar o paciente e controlar a inflamação. Isso inclui hidratação intravenosa agressiva, analgesia potente, jejum e monitorização rigorosa. Intervenções mais invasivas, como CPRE ou cirurgia, são reservadas para complicações específicas e não fazem parte do manejo inicial rotineiro.
A hidratação vigorosa é fundamental para manter a perfusão tecidual, prevenir a isquemia pancreática e reduzir a gravidade da doença, sendo um pilar do tratamento inicial.
A CPRE de urgência é indicada apenas em casos de colangite aguda concomitante ou obstrução biliar persistente, não sendo rotina nas primeiras 48 horas da pancreatite aguda biliar não complicada.
Os pilares incluem suporte hemodinâmico com hidratação intravenosa, analgesia adequada para controle da dor e jejum para repouso pancreático, com progressão da dieta conforme tolerância.
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