Meningite Grave: Manejo Inicial e Prioridades na Urgência

Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2020

Enunciado

Adolescente, 14 anos, previamente hígido, evoluiu nessa manhã com cefaleia importante associado a febre chegando a 40°C. Após algumas horas, evoluiu com vômitos e cervicalgia. Foi levado para o serviço de urgência, e lá começou a apresentar sonolência e obnubilado. Dados na urgência: FC: 55 bpm, PA: 60/40 mmhg, FR: 7irpm, TAx: 41°C. Apresenta sinal de Kernig positivo e exantema purpúreo no tronco. Considerando o caso descrito, assinale a alternativa que apresenta a MELHOR conduta inicial.

Alternativas

  1. A) Intubação.
  2. B) Punção lombar.
  3. C) Antibiótico intravenoso.
  4. D) Tomografia computadorizada encefálica.

Pérola Clínica

Meningite com choque (hipotensão, bradicardia) e HIC (sonolência, obnubilação) → Priorizar intubação para estabilização.

Resumo-Chave

Em um adolescente com meningite e sinais de choque (hipotensão, bradicardia, bradipneia) e hipertensão intracraniana (sonolência, obnubilação), a prioridade máxima é a estabilização da via aérea e hemodinâmica, sendo a intubação orotraqueal a conduta inicial mais adequada.

Contexto Educacional

A meningite bacteriana é uma emergência médica que requer reconhecimento e tratamento imediatos. Em adolescentes, a apresentação pode ser fulminante, evoluindo rapidamente para choque séptico e hipertensão intracraniana (HIC), especialmente em casos de meningococcemia, sugerida pelo exantema purpúreo. O caso descrito apresenta um quadro grave com sinais de choque (hipotensão, bradicardia, bradipneia) e HIC (sonolência, obnubilação, cervicalgia, Kernig positivo). Nesses pacientes, a prioridade máxima no atendimento de urgência é a estabilização hemodinâmica e da via aérea. A intubação orotraqueal é frequentemente necessária para garantir a oxigenação, ventilação e proteção das vias aéreas, antes de qualquer outra investigação diagnóstica como punção lombar ou tomografia computadorizada. Para residentes, é fundamental dominar a sequência de atendimento em emergências pediátricas e reconhecer que a estabilização do paciente (ABCDE) precede as investigações diagnósticas definitivas. Atrasar a intubação em um paciente com rebaixamento de consciência e instabilidade hemodinâmica pode levar a desfechos desfavoráveis.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais de gravidade em um paciente com meningite bacteriana?

Sinais de gravidade incluem febre alta, cefaleia intensa, vômitos, cervicalgia, sonolência, obnubilação, sinais meníngeos (Kernig, Brudzinski), exantema purpúreo (sugestivo de meningococcemia), e sinais de choque como hipotensão, bradicardia e bradipneia.

Por que a intubação pode ser a primeira conduta em um caso de meningite grave com choque?

A intubação orotraqueal é crucial para garantir a permeabilidade da via aérea, otimizar a oxigenação e ventilação, e proteger contra aspiração em pacientes com rebaixamento do nível de consciência. Em casos de choque e hipertensão intracraniana, a estabilização da via aérea é prioritária para manter a perfusão cerebral e evitar hipóxia.

Quais são os sinais de hipertensão intracraniana na meningite?

Sinais de hipertensão intracraniana incluem cefaleia intensa, vômitos em jato, papiledema (nem sempre presente inicialmente), bradicardia, hipertensão arterial (reflexo de Cushing, embora a hipotensão possa predominar no choque) e rebaixamento do nível de consciência (sonolência, obnubilação, coma).

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