SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2015
Paciente masculino, 37 anos de idade, procura a unidade básica de saúde referindo perda de peso, tosse predominantemente seca. Informa que soube que é HIV positivo há cerca de 8 meses e depois não retornou à unidade de saúde. Ao exame, apresenta-se com estado geral regular, emagrecido, com candidíase oral sem outras alterações ao exame físico. Qual deve ser a conduta do médico da Unidade Básica de Saúde?
Paciente HIV+ com sintomas e candidíase oral → encaminhamento para avaliação especializada e início de TARV.
Um paciente HIV positivo com sintomas constitucionais (perda de peso, tosse) e candidíase oral, que é uma infecção oportunista comum, indica progressão da doença. A conduta inicial na UBS é estabilizar e encaminhar para um serviço especializado para avaliação completa, estadiamento e início/reavaliação da terapia antirretroviral (TARV).
O manejo do paciente HIV positivo na Atenção Primária à Saúde (APS) é crucial para o diagnóstico precoce, vinculação ao serviço e acompanhamento. No entanto, quando um paciente já diagnosticado com HIV apresenta sintomas de progressão da doença, como perda de peso, tosse seca e, especialmente, uma infecção oportunista como a candidíase oral, a conduta mais apropriada é o encaminhamento para um ambulatório de especialidade em HIV/AIDS. A candidíase oral é um marcador clínico importante de imunossupressão e sugere que o paciente pode ter uma contagem de CD4 baixa, indicando a necessidade urgente de iniciar ou otimizar a terapia antirretroviral (TARV). O ambulatório especializado possui a estrutura para realizar exames complementares (contagem de CD4, carga viral, genotipagem se necessário), avaliar outras infecções oportunistas e comorbidades, e iniciar um esquema de TARV adequado, além de oferecer suporte psicossocial. Embora a UBS tenha um papel fundamental no acompanhamento de pacientes HIV estáveis, casos com sinais de progressão da doença requerem uma avaliação e manejo mais complexos que geralmente excedem a capacidade da atenção básica. O objetivo é garantir que o paciente receba o tratamento mais eficaz para controlar a replicação viral, restaurar a imunidade e prevenir novas infecções oportunistas, melhorando sua qualidade de vida e prognóstico.
Sinais de alerta incluem perda de peso inexplicada, tosse persistente, febre prolongada, diarreia crônica, linfadenopatia generalizada e infecções oportunistas como a candidíase oral, que é um marcador comum de imunossupressão.
O ambulatório de especialidade possui os recursos para realizar o estadiamento completo da infecção pelo HIV (contagem de CD4, carga viral), avaliar a presença de outras infecções oportunistas, iniciar ou ajustar a terapia antirretroviral (TARV) e oferecer acompanhamento multidisciplinar.
A candidíase oral é uma infecção oportunista comum em pacientes HIV positivos e frequentemente indica um grau significativo de imunossupressão, embora possa ocorrer em fases menos avançadas. Sua presença, especialmente em um paciente sintomático, justifica uma investigação aprofundada.
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