Fratura Exposta de Tíbia: Manejo Inicial e Profilaxia

ENARE/ENAMED — Prova 2023

Enunciado

Um paciente, 20 anos, teve uma fratura exposta de tíbia grau  I de Gustillo-Anderson. Qual seria a forma mais correta de realizar o primeiro atendimento hospitalar desse paciente?

Alternativas

  1. A) Profilaxia com Ceftriaxona e vacina antitetânica seguida de lavagem e desbridamento cirúrgico.
  2. B) Iniciar antibiótico de forma terapêutica com Ciprofloxacino, realizar vacina antirrábica e seguir com lavagem e redução local da fratura.
  3. C) Redução da fratura após analgesia, lavagem e antibioticoterapia profilática com Vancomicina durante a indução anestésica.
  4. D) Profilaxia com Cefalotina e vacina antitetânica seguida de lavagem e desbridamento cirúrgico / redução da fratura.
  5. E) Analgesia, profilaxia com vacina antitetânica e Ciprofloxacino e redução imediata da fratura seguidas de lavagem e desbridamento cirúrgico.

Pérola Clínica

Fratura exposta Gustillo I → Profilaxia antitetânica + Cefalotina + Lavagem/Desbridamento cirúrgico + Redução.

Resumo-Chave

O manejo inicial da fratura exposta visa prevenir infecção e estabilizar a fratura. A profilaxia antibiótica deve ser iniciada precocemente, idealmente na primeira hora, e a vacina antitetânica é crucial. O desbridamento cirúrgico é mandatório para remover tecido desvitalizado e contaminado.

Contexto Educacional

Fraturas expostas são lesões ortopédicas graves que comunicam o foco da fratura com o meio externo, implicando alto risco de infecção e complicações. A classificação de Gustillo-Anderson é fundamental para estratificar o risco de infecção e guiar o tratamento, sendo o grau I a forma menos grave, com ferida menor que 1 cm e mínima contaminação. O manejo adequado e precoce é crucial para minimizar morbidade e mortalidade. A fisiopatologia envolve a contaminação bacteriana direta e a lesão tecidual que cria um ambiente propício para proliferação microbiana. O diagnóstico é clínico, pela presença da ferida que comunica com a fratura. A suspeita deve ser alta em traumas de alta energia ou em qualquer fratura com solução de continuidade da pele. A avaliação vascular e neurológica é imperativa. O tratamento inicial em ambiente hospitalar deve ser sistemático: analgesia, profilaxia antitetânica (se necessário), antibioticoprofilaxia (Cefalotina para Gustillo I), lavagem abundante com soro fisiológico e desbridamento cirúrgico de todo tecido desvitalizado. A redução da fratura e estabilização devem seguir o desbridamento, preferencialmente dentro de 6 horas para reduzir o risco de infecção.

Perguntas Frequentes

Quais são os pilares do tratamento inicial de uma fratura exposta?

Os pilares incluem analgesia, profilaxia antitetânica, antibioticoprofilaxia precoce, lavagem e desbridamento cirúrgico rigoroso, e estabilização da fratura.

Qual a importância da classificação de Gustillo-Anderson no manejo?

A classificação de Gustillo-Anderson orienta a extensão do desbridamento, o tipo e duração da antibioticoterapia e o prognóstico, sendo crucial para a tomada de decisão.

Qual antibiótico é recomendado para profilaxia em fraturas expostas grau I?

Para fraturas expostas grau I, a Cefalotina (ou cefazolina) é o antibiótico de escolha, cobrindo principalmente Staphylococcus aureus e Streptococcus spp.

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