Choque Séptico: Manejo Inicial e Protocolos

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020

Enunciado

Escolha a alternativa com as principais medidas para o manejo inicial de paciente com choque séptico:

Alternativas

  1. A) Monitorização, acesso venoso periférico calibroso, antibiótico de amplo espectro, ressuscitação volêmica com cristaloide 30 mL/Kg, corticoide sistêmico.
  2. B) Monitorização, acesso venoso central, antibiótico de amplo espectro, ressuscitação volêmica com cristaloide 30 mL/Kg associada ao início imediato de vasopressor em infusão contínua.
  3. C) Monitorização, acesso venoso central, antibiótico de amplo espectro, ressuscitação volêmica com cristaloide 30 mL/Kg, insulina em bomba de infusão contínua para manter glicemia capilar abaixo de 180 mg/dL.
  4. D) Monitorização, acesso venoso periférico calibroso, antibiótico de amplo espectro, ressuscitação volêmica com cristaloide 30 mL/Kg.
  5. E) Monitorização, acesso venoso central, antibiótico de amplo espectro, ressuscitação volêmica com cristaloide 30 mL/Kg e diálise para depuração de citocinas inflamatórias.

Pérola Clínica

Choque séptico: Monitorização + Acesso calibroso + ATB amplo + Cristaloide 30 mL/Kg.

Resumo-Chave

O manejo inicial do choque séptico foca na estabilização hemodinâmica e controle da infecção. Isso inclui monitorização rigorosa, obtenção de acesso venoso rápido e calibroso, administração precoce de antibióticos de amplo espectro e ressuscitação volêmica agressiva com cristaloides na dose de 30 mL/Kg.

Contexto Educacional

O choque séptico é uma emergência médica grave, caracterizada por uma disfunção circulatória e metabólica celular profunda, com alto risco de mortalidade. É uma complicação da sepse, que por sua vez é uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. O reconhecimento precoce e o manejo agressivo são cruciais para melhorar o prognóstico dos pacientes e reduzir a morbimortalidade. O manejo inicial do choque séptico segue as diretrizes da Surviving Sepsis Campaign e deve ser iniciado dentro da primeira hora do reconhecimento. As medidas incluem monitorização hemodinâmica contínua, obtenção de acessos venosos calibrosos (periféricos ou centrais), coleta de culturas antes da antibioticoterapia e administração imediata de antibióticos de amplo espectro, cobrindo os patógenos mais prováveis. A ressuscitação volêmica com cristaloides, na dose de 30 mL/Kg, é uma etapa fundamental para restaurar a perfusão tecidual. Se a hipotensão persistir após a reposição volêmica adequada, vasopressores (preferencialmente norepinefrina) devem ser iniciados para manter a pressão arterial média. O objetivo é restaurar a perfusão orgânica e controlar a fonte da infecção o mais rápido possível, visando a estabilização do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para choque séptico?

Choque séptico é definido por sepse (disfunção orgânica ameaçadora à vida causada por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção) mais a necessidade de vasopressores para manter uma pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg e lactato sérico > 2 mmol/L, apesar de ressuscitação volêmica adequada.

Qual a importância da 'hora de ouro' no choque séptico?

A 'hora de ouro' refere-se à importância da intervenção rápida e agressiva nas primeiras horas do choque séptico. O atraso na administração de antibióticos e na ressuscitação volêmica está associado a um aumento significativo da mortalidade, ressaltando a urgência do tratamento.

Quando iniciar vasopressores no choque séptico?

Vasopressores devem ser iniciados se a hipotensão persistir após a ressuscitação volêmica inicial com 30 mL/kg de cristaloide, com o objetivo de manter uma PAM ≥ 65 mmHg. A norepinefrina é o vasopressor de primeira linha devido à sua eficácia e perfil de segurança.

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