PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
Homem de 68 anos, previamente hipertenso e portador de doença coronariana, chega ao pronto atendimento com quadro súbito de palpitações intensas, tontura e rebaixamento do nível de consciência, com Escala de Coma de Glasgow de 6 Pontos, com pressão arterial de 62x34 mmHg, mas mantendo pulso palpável. Na monitorização cardíaca, observa se o traçado abaixo: Fonte: https://www.ecgedu.com/ Qual deve ser a conduta imediata mais adequada para este paciente?
Choque com hipotensão grave e rebaixamento de consciência → Estabilização hemodinâmica inicial = Priorizar expansão volêmica se não for cardiogênico puro.
Em pacientes com choque e instabilidade hemodinâmica grave, como hipotensão e rebaixamento do nível de consciência, a expansão volêmica é uma medida inicial crucial para restaurar a perfusão tecidual, especialmente se a causa não for primariamente cardiogênica ou se houver suspeita de hipovolemia.
A questão aborda um cenário crítico de emergência médica, onde a identificação rápida da causa e a conduta imediata são cruciais para a sobrevida do paciente. Um homem idoso com comorbidades apresenta-se em choque grave, caracterizado por hipotensão profunda e rebaixamento do nível de consciência. A presença de "palpitações intensas" pode levar a uma interpretação inicial de taquiarritmia primária, mas a conduta mais adequada, conforme o gabarito, sugere que a estabilização hemodinâmica através da expansão volêmica é a prioridade. Este cenário exige uma avaliação abrangente do tipo de choque. Embora a doença coronariana possa sugerir choque cardiogênico, a ausência do ECG e a resposta "expansão volêmica" implicam que outras formas de choque (hipovolêmico, distributivo) ou uma taquicardia compensatória são mais prováveis ou que a otimização da pré-carga é essencial antes de outras intervenções. A prioridade é sempre restaurar a perfusão de órgãos vitais, e a expansão volêmica é um pilar fundamental no manejo inicial de muitos estados de choque.
A expansão volêmica é a conduta inicial mais adequada em choque hipovolêmico ou distributivo, onde a hipotensão é causada por baixa pré-carga ou vasodilatação, e o paciente apresenta sinais de hipoperfusão grave.
O nível de consciência, avaliado pela Escala de Coma de Glasgow, é um indicador crítico de perfusão cerebral. Um rebaixamento significativo (GCS baixo) indica hipoperfusão cerebral grave e a necessidade de intervenção imediata para restaurar o fluxo sanguíneo.
A cardioversão elétrica é sincronizada com a onda R e indicada para taquiarritmias instáveis com pulso. A desfibrilação é não sincronizada e usada para taquiarritmias sem pulso (FV/TV sem pulso).
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