UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2021
Homem, 50 anos, acorda com hemiparesia direita. Na avaliação, apresenta PA 190x110 mmHg e TC com hipodensidade parietal esquerda, sem desvio da linha média. O tratamento inicial desse paciente deve ser realizado com
AVC isquêmico >4,5h ou fora da janela → AAS + estatina; PA <220/120 mmHg sem trombólise.
Em um AVC isquêmico agudo, se o paciente está fora da janela para trombólise (como no caso de acordar com sintomas, indicando tempo incerto >4,5h) e a pressão arterial não é excessivamente alta (PA <220/120 mmHg), a conduta inicial inclui antiagregação com AAS e início de estatina em dose alta. O controle agressivo da PA é reservado para casos de trombólise ou PA >220/120 mmHg.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico é uma emergência médica que requer reconhecimento e manejo rápidos para minimizar danos neurológicos. A epidemiologia mostra que é uma das principais causas de mortalidade e incapacidade no mundo, sendo crucial para residentes dominar sua abordagem. A apresentação clínica clássica envolve déficits neurológicos focais de início súbito, como hemiparesia, afasia ou alterações visuais. O diagnóstico é primariamente clínico, complementado por neuroimagem (TC ou RM de crânio) para diferenciar entre AVC isquêmico e hemorrágico e descartar outras causas. A TC de crânio sem contraste é o exame inicial de escolha, pois rapidamente identifica hemorragias. A hipodensidade parietal esquerda, sem desvio da linha média, sugere um AVC isquêmico. A suspeita deve ser alta em pacientes com fatores de risco como hipertensão, diabetes, dislipidemia e fibrilação atrial. O tratamento depende do tempo de início dos sintomas. Se o paciente está dentro da janela terapêutica (até 4,5 horas para trombólise intravenosa), a alteplase é a principal opção. No entanto, se o tempo é desconhecido (como acordar com sintomas) ou excede a janela, a conduta foca em medidas de suporte, antiagregação plaquetária (AAS) e estatina em dose alta para prevenção secundária. O controle da pressão arterial deve ser cauteloso, mantendo-a abaixo de 220/120 mmHg em pacientes não trombolisados para otimizar a perfusão cerebral na área de penumbra.
A conduta inicial para AVC isquêmico fora da janela de trombólise inclui antiagregação com AAS e início de estatina em dose alta. O controle da pressão arterial é mais liberal, visando manter a perfusão cerebral.
A trombólise com alteplase é contraindicada se o tempo de início dos sintomas for desconhecido ou superior a 4,5 horas, além de outras contraindicações como sangramento ativo, AVC hemorrágico ou cirurgia recente.
O objetivo é evitar hipotensão que comprometa a perfusão cerebral e reduzir a pressão apenas se for muito elevada (PA >220/120 mmHg sem trombólise ou >185/110 mmHg com trombólise), para prevenir complicações hemorrágicas.
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