Manejo Inicial do AVC: Protocolo e Escalas de Triagem

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2026

Enunciado

Uma usuária de 57 anos de idade procura uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixas de perda súbita de força, formigamento do lado esquerdo do corpo e certa dificuldade de falar desde que acordou, uma hora antes. Não tem antecedentes pessoais e nem familiares com hipertensão arterial ou outras doenças cardiovasculares. É acompanhada pela UBS por depressão após a morte de seu irmão, que ocorrera há 3 meses. Assinale a alternativa correta sobre alguns dos procedimentos corretos.

Alternativas

  1. A) Ela deve ser examinada imediatamente por um cardiologista e um neurologista que teriam condições de fazer diagnóstico de um acidente vascular cerebral (AVC) ou infarto de miocárdio, ambos com indicação de encaminhamento para unidades de emergência.
  2. B) Aplicar a escala de Cincinatti e Glasgow, viabilizar acesso endovenoso e descartar hipoglicemia, que pode simular um AVC, antes de encaminhar a usuária para uma unidade de emergência, pela ausência de antecedentes mórbidos correlatos.
  3. C) Avaliar o estado psíquico da usuária, pois crises de ansiedade e depressão podem simular AVC e, nesse caso, não haveria necessidade de encaminhamento para uma unidade de emergência.
  4. D) Verificar sinais vitais, aplicar a escala de Cincinatti e Glasgow e providenciar transferência para uma unidade de emergência com a hipótese diagnóstica de um (AVC) para realização de trombólise.
  5. E) Mesmo com a hipótese diagnóstica de AVC, não há indicação para trombólise, pois o momento ideal para esse procedimento é de 40 minutos, e a paciente já teria mais tempo de quadro clínico.

Pérola Clínica

Déficit súbito → Cincinnati + Glasgow + Glicemia Capilar → Transferência Imediata (Janela = Tempo).

Resumo-Chave

O reconhecimento precoce de sinais de AVC através de escalas validadas e o encaminhamento rápido para centros de referência são cruciais para viabilizar a terapia trombolítica.

Contexto Educacional

O manejo do AVC é tempo-dependente ('Tempo é Cérebro'). Na atenção primária ou pré-hospitalar, o foco deve ser a identificação rápida através da Escala de Cincinnati. Uma vez suspeitado o AVC, o paciente deve ser estabilizado (ABCDE) e transferido imediatamente para uma unidade de emergência com capacidade de realizar Tomografia de Crânio e oferecer terapia trombolítica. A conduta correta envolve verificar sinais vitais, aplicar escalas neurológicas, garantir acesso venoso e descartar hipoglicemia. A transferência não deve ser retardada por avaliações de especialistas que não estejam disponíveis no local, pois cada minuto de isquemia resulta em perda neuronal significativa.

Perguntas Frequentes

Quais os componentes da Escala de Cincinnati?

A escala avalia três sinais: queda facial (pedir para sorrir), debilidade dos braços (pedir para elevar os braços) e fala anormal (pedir para repetir uma frase). A presença de qualquer um desses sinais sugere fortemente um AVC.

Qual a janela para trombólise endovenosa no AVC?

A janela terapêutica padrão para o uso de alteplase (rtPA) endovenoso é de até 4,5 horas a partir do início dos sintomas (ou do horário em que o paciente foi visto bem pela última vez).

Por que checar a glicemia no AVC?

A hipoglicemia é o principal 'stroke mimic' (simulador de AVC), podendo causar déficits neurológicos focais súbitos que revertem completamente com a correção da glicemia, evitando tratamentos desnecessários.

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