AVC Agudo: Conduta Imediata na Unidade Básica de Saúde

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 67 anos chega a uma unidade básica de saúde (UBS) acompanhada pelo filho. Ele relata que a mãe, há cerca de 30 minutos, passou a apresentar intensa dor de cabeça e dificuldade para falar. A paciente é hipertensa, faz uso de anti-hipertensivos, estatina e antiagregante plaquetário em dose profilática. Há 6 anos, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) sem sequelas. Durante o exame físico, pontuou 14 na Escala de Coma de Glasgow e apresentou seguintes sinais vitais: Nessa situação, qual é a conduta adequada a ser adotada pelo médico da UBS?

Alternativas

  1. A) Estabilizar a paciente na sala de observação da UBS, ofertar anti-hipertensivo via oral para redução da PA e solicitar exames de imagem.
  2. B) Acionar o Serviço Móvel de Urgência de imediato para encaminhamento ao serviço de urgência e estabilizar a paciente na UBS até a chegada da ambulância.
  3. C) Administrar anti-hipertensivo sublingual e reavaliar a paciente após 30 minutos; caso não haja queda da PA, encaminhá-la para serviço de urgência.
  4. D) Medicar a paciente, com o objetivo de reduzir a PA dentro de 24 a 48 horas, e realizar seguimento ambulatorial para avaliar se houve reversão dos sintomas.

Pérola Clínica

Suspeita de AVC agudo → Acionar SAMU/urgência IMEDIATAMENTE e estabilizar paciente na UBS.

Resumo-Chave

Em caso de suspeita de AVC agudo, o tempo é cérebro. A prioridade é o transporte rápido e seguro para um centro de AVC, onde exames de imagem (TC de crânio) podem ser realizados rapidamente para diferenciar AVC isquêmico de hemorrágico e iniciar o tratamento adequado.

Contexto Educacional

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma emergência médica que exige reconhecimento e manejo rápidos para minimizar danos neurológicos. A apresentação clínica clássica inclui déficits neurológicos focais de início súbito, como hemiparesia, afasia ou alterações visuais, frequentemente acompanhados de cefaleia intensa, como no caso apresentado. A conduta inicial em qualquer nível de atenção à saúde, especialmente na Unidade Básica de Saúde (UBS), é crucial. A prioridade máxima é o reconhecimento rápido dos sintomas e o acionamento imediato do Serviço Móvel de Urgência (SAMU) para transporte a um centro de referência para AVC. O "tempo é cérebro" é o lema, pois as terapias de reperfusão (trombólise e trombectomia) para AVC isquêmico são altamente tempo-dependentes. Enquanto se aguarda o transporte, o médico da UBS deve estabilizar o paciente, monitorar sinais vitais e garantir a permeabilidade das vias aéreas, respiração e circulação (ABC). Não se deve atrasar o transporte para realizar exames complementares ou tentar reduzir a pressão arterial de forma agressiva, a menos que haja uma emergência hipertensiva com risco iminente de dano a órgão-alvo que não o cérebro, o que é raro no contexto agudo de AVC.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de um AVC agudo?

Os sinais e sintomas de um AVC agudo podem incluir fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo (face, braço ou perna), dificuldade para falar ou entender a fala, confusão, perda súbita de visão em um ou ambos os olhos, e dor de cabeça súbita e intensa.

Por que o tempo é crítico no manejo do AVC agudo?

O tempo é crítico porque o tratamento para o AVC isquêmico (trombólise ou trombectomia) é altamente dependente do tempo de início dos sintomas. Quanto mais rápido o tratamento, maior a chance de recuperação e menor o risco de sequelas.

Qual a importância da Escala de Coma de Glasgow na avaliação inicial do AVC?

A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é usada para avaliar o nível de consciência do paciente. Uma pontuação baixa pode indicar um AVC mais grave ou outras condições neurológicas que requerem atenção imediata, auxiliando na triagem e no monitoramento.

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