INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Mulher de 67 anos chega a uma unidade básica de saúde (UBS) acompanhada pelo filho. Ele relata que a mãe, há cerca de 30 minutos, passou a apresentar intensa dor de cabeça e dificuldade para falar. A paciente é hipertensa, faz uso de anti-hipertensivos, estatina e antiagregante plaquetário em dose profilática. Há 6 anos, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) sem sequelas. Durante o exame físico, pontuou 14 na Escala de Coma de Glasgow e apresentou seguintes sinais vitais: Nessa situação, qual é a conduta adequada a ser adotada pelo médico da UBS?
Suspeita de AVC agudo → Acionar SAMU/urgência IMEDIATAMENTE e estabilizar paciente na UBS.
Em caso de suspeita de AVC agudo, o tempo é cérebro. A prioridade é o transporte rápido e seguro para um centro de AVC, onde exames de imagem (TC de crânio) podem ser realizados rapidamente para diferenciar AVC isquêmico de hemorrágico e iniciar o tratamento adequado.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma emergência médica que exige reconhecimento e manejo rápidos para minimizar danos neurológicos. A apresentação clínica clássica inclui déficits neurológicos focais de início súbito, como hemiparesia, afasia ou alterações visuais, frequentemente acompanhados de cefaleia intensa, como no caso apresentado. A conduta inicial em qualquer nível de atenção à saúde, especialmente na Unidade Básica de Saúde (UBS), é crucial. A prioridade máxima é o reconhecimento rápido dos sintomas e o acionamento imediato do Serviço Móvel de Urgência (SAMU) para transporte a um centro de referência para AVC. O "tempo é cérebro" é o lema, pois as terapias de reperfusão (trombólise e trombectomia) para AVC isquêmico são altamente tempo-dependentes. Enquanto se aguarda o transporte, o médico da UBS deve estabilizar o paciente, monitorar sinais vitais e garantir a permeabilidade das vias aéreas, respiração e circulação (ABC). Não se deve atrasar o transporte para realizar exames complementares ou tentar reduzir a pressão arterial de forma agressiva, a menos que haja uma emergência hipertensiva com risco iminente de dano a órgão-alvo que não o cérebro, o que é raro no contexto agudo de AVC.
Os sinais e sintomas de um AVC agudo podem incluir fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo (face, braço ou perna), dificuldade para falar ou entender a fala, confusão, perda súbita de visão em um ou ambos os olhos, e dor de cabeça súbita e intensa.
O tempo é crítico porque o tratamento para o AVC isquêmico (trombólise ou trombectomia) é altamente dependente do tempo de início dos sintomas. Quanto mais rápido o tratamento, maior a chance de recuperação e menor o risco de sequelas.
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é usada para avaliar o nível de consciência do paciente. Uma pontuação baixa pode indicar um AVC mais grave ou outras condições neurológicas que requerem atenção imediata, auxiliando na triagem e no monitoramento.
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