Influenza Hospitalar: Controle e Notificação

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020

Enunciado

O manejo racional de pacientes portadores de influenza dentro do ambiente hospitalar é fundamental para minimizar riscos de transmissão e otimizar leitos de internação. Portanto, a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar deve reforçar as seguintes medidas, de acordo com orientações fornecidas pelo Ministério da Saúde:

Alternativas

  1. A) Coleta de swab nasal para realização de PCR (Polymerase Chain Reaction) em todos os pacientes internados, independente dos critérios de gravidade.
  2. B) Manter precaução por aerosol até o momento da alta hospitalar.
  3. C) Manter precaução respiratória até 72 horas após desaparecimento da febre.
  4. D) Notificar à Vigilância Epidemiológica todos os pacientes que se encaixem na definição de caso: febre, de início súbito, acompanhada de tosse ou odinofagia, associada a pelo menos um dos seguintes sintomas: mialgia, cefaleia ou artralgia.

Pérola Clínica

Manejo hospitalar influenza: notificar casos suspeitos à VE e manter precaução por gotículas (7 dias ou 24h afebril).

Resumo-Chave

O manejo da influenza em ambiente hospitalar exige a notificação compulsória dos casos suspeitos à Vigilância Epidemiológica, seguindo a definição de caso padrão. As precauções de gotículas são essenciais e devem ser mantidas por um período adequado para evitar a transmissão.

Contexto Educacional

O manejo da influenza em ambiente hospitalar é uma questão crítica de saúde pública, visando minimizar a transmissão nosocomial e proteger pacientes e profissionais de saúde. A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) desempenha um papel fundamental na implementação e fiscalização das diretrizes do Ministério da Saúde. A influenza, uma doença respiratória aguda, pode levar a complicações graves, especialmente em populações vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e imunocomprometidos. A vigilância epidemiológica é um pilar essencial no controle da influenza. A notificação compulsória de casos suspeitos, de acordo com a definição de caso estabelecida (febre de início súbito, tosse ou odinofagia, e pelo menos um de mialgia, cefaleia ou artralgia), permite monitorar a circulação viral, identificar surtos e orientar medidas de saúde pública. A coleta de amostras para PCR é indicada para casos graves ou para vigilância sentinela, não indiscriminadamente para todos os internados. As precauções de isolamento são cruciais. Para a influenza, as precauções por gotículas são o padrão, exigindo o uso de máscara cirúrgica por profissionais e pacientes, além de higiene das mãos. As precauções por aerossóis são reservadas para procedimentos específicos que geram aerossóis. A duração das precauções é bem definida: 7 dias após o início dos sintomas ou até 24 horas após a resolução da febre, o que for mais longo, para pacientes imunocompetentes. Compreender e aplicar corretamente essas medidas é vital para o residente na prática clínica diária e na prevenção de infecções hospitalares.

Perguntas Frequentes

Qual a definição de caso de influenza para fins de notificação à Vigilância Epidemiológica?

A definição de caso de influenza para notificação inclui febre de início súbito, acompanhada de tosse ou odinofagia, associada a pelo menos um dos seguintes sintomas: mialgia, cefaleia ou artralgia. Casos graves ou com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) também são de notificação compulsória.

Quais precauções de isolamento são recomendadas para pacientes com influenza em ambiente hospitalar?

Para pacientes com influenza, são recomendadas precauções padrão e precauções por gotículas. As precauções por aerossóis são necessárias apenas durante procedimentos geradores de aerossóis, como intubação ou broncoscopia.

Por quanto tempo as precauções respiratórias devem ser mantidas para pacientes com influenza?

As precauções respiratórias (por gotículas) devem ser mantidas por 7 dias após o início dos sintomas ou até 24 horas após o desaparecimento da febre, o que for mais longo, para pacientes imunocompetentes. Em imunocomprometidos, o período pode ser estendido.

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