UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2020
O manejo racional de pacientes portadores de influenza dentro do ambiente hospitalar é fundamental para minimizar riscos de transmissão e otimizar leitos de internação. Portanto, a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar deve reforçar as seguintes medidas, de acordo com orientações fornecidas pelo Ministério da Saúde:
Manejo hospitalar influenza: notificar casos suspeitos à VE e manter precaução por gotículas (7 dias ou 24h afebril).
O manejo da influenza em ambiente hospitalar exige a notificação compulsória dos casos suspeitos à Vigilância Epidemiológica, seguindo a definição de caso padrão. As precauções de gotículas são essenciais e devem ser mantidas por um período adequado para evitar a transmissão.
O manejo da influenza em ambiente hospitalar é uma questão crítica de saúde pública, visando minimizar a transmissão nosocomial e proteger pacientes e profissionais de saúde. A Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) desempenha um papel fundamental na implementação e fiscalização das diretrizes do Ministério da Saúde. A influenza, uma doença respiratória aguda, pode levar a complicações graves, especialmente em populações vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e imunocomprometidos. A vigilância epidemiológica é um pilar essencial no controle da influenza. A notificação compulsória de casos suspeitos, de acordo com a definição de caso estabelecida (febre de início súbito, tosse ou odinofagia, e pelo menos um de mialgia, cefaleia ou artralgia), permite monitorar a circulação viral, identificar surtos e orientar medidas de saúde pública. A coleta de amostras para PCR é indicada para casos graves ou para vigilância sentinela, não indiscriminadamente para todos os internados. As precauções de isolamento são cruciais. Para a influenza, as precauções por gotículas são o padrão, exigindo o uso de máscara cirúrgica por profissionais e pacientes, além de higiene das mãos. As precauções por aerossóis são reservadas para procedimentos específicos que geram aerossóis. A duração das precauções é bem definida: 7 dias após o início dos sintomas ou até 24 horas após a resolução da febre, o que for mais longo, para pacientes imunocompetentes. Compreender e aplicar corretamente essas medidas é vital para o residente na prática clínica diária e na prevenção de infecções hospitalares.
A definição de caso de influenza para notificação inclui febre de início súbito, acompanhada de tosse ou odinofagia, associada a pelo menos um dos seguintes sintomas: mialgia, cefaleia ou artralgia. Casos graves ou com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) também são de notificação compulsória.
Para pacientes com influenza, são recomendadas precauções padrão e precauções por gotículas. As precauções por aerossóis são necessárias apenas durante procedimentos geradores de aerossóis, como intubação ou broncoscopia.
As precauções respiratórias (por gotículas) devem ser mantidas por 7 dias após o início dos sintomas ou até 24 horas após o desaparecimento da febre, o que for mais longo, para pacientes imunocompetentes. Em imunocomprometidos, o período pode ser estendido.
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