Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2019
Um paciente de 58 anos de idade, tabagista, deu entrada no pronto-socorro com precordial com irradiação para o dorso de região cervical de início há trinta minutos. Ao exame físico, apresentava sopro sistólico em foco mitral +2/6, estertores crepitantes em 1/3 inferiores de ambos os hemitórax, pressão arterial de 110 x 74 mmHg em ambos os membros superiores, FC de 68 bpm e SO₂ de 94%. O hospital local não tinha serviço de hemodinâmica disponível, sendo o tempo de transporte até o centro de referência equivalente a cerca de três horas. Realizou também o eletrocardiograma apresentado a seguir. Considerando essa situação hipotética, assinale a alternativa correta.
IAMCSST sem hemodinâmica disponível em tempo hábil → trombólise fibrino-específica imediata é a conduta de escolha.
Em casos de Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) onde a intervenção coronariana percutânea (ICP) primária não pode ser realizada dentro do tempo recomendado (idealmente < 90-120 minutos), a trombólise farmacológica é a terapia de reperfusão de escolha. A trombólise fibrino-específica (ex: tenecteplase) é preferível por sua maior eficácia e menor risco de sangramento em comparação com agentes não fibrino-específicos.
O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) é uma emergência médica que exige reperfusão coronariana imediata para minimizar a área de necrose miocárdica e melhorar o prognóstico. A intervenção coronariana percutânea (ICP) primária é o tratamento de escolha, mas sua disponibilidade é limitada em muitos centros. Quando a ICP não pode ser realizada em tempo hábil (geralmente dentro de 90-120 minutos do primeiro contato médico), a trombólise farmacológica se torna a principal estratégia de reperfusão. A escolha do agente trombolítico é crucial. Agentes fibrino-específicos, como a tenecteplase, são preferíveis por sua maior eficácia na lise do trombo e menor incidência de sangramentos graves em comparação com agentes não fibrino-específicos. A administração deve ser feita o mais rápido possível, pois o benefício da trombólise é tempo-dependente. Além da trombólise, é fundamental iniciar a terapia antiplaquetária dupla (aspirina e um inibidor P2Y12) e a anticoagulação para otimizar a reperfusão e prevenir eventos isquêmicos recorrentes. Residentes devem estar aptos a identificar rapidamente o IAMCSST no ECG, avaliar a disponibilidade de ICP e decidir pela melhor estratégia de reperfusão. A avaliação de contraindicações à trombólise é imperativa. O manejo pós-trombólise inclui monitorização rigorosa para sinais de reperfusão, complicações e sangramento, além da consideração de transferência para um centro com hemodinâmica para angiografia e possível ICP de resgate ou facilitada, se indicada.
A trombólise é indicada no IAMCSST quando a intervenção coronariana percutânea (ICP) primária não pode ser realizada em um centro com hemodinâmica dentro do tempo recomendado (geralmente 90 minutos do primeiro contato médico ou 120 minutos do diagnóstico do ECG). Ela deve ser administrada o mais rápido possível após o diagnóstico.
Agentes fibrino-específicos (como tenecteplase e alteplase) têm maior afinidade pela fibrina do trombo, resultando em uma lise mais seletiva e potencialmente menor risco de sangramento sistêmico. Agentes não fibrino-específicos (como estreptoquinase) agem de forma mais generalizada. Estudos mostram que os agentes fibrino-específicos promovem maior redução de mortalidade.
Além do agente trombolítico, o paciente deve receber terapia antiplaquetária dupla (aspirina e um inibidor P2Y12 como clopidogrel ou ticagrelor, dependendo do agente trombolítico e risco de sangramento) e anticoagulação (geralmente heparina não fracionada ou de baixo peso molecular) para prevenir a reoclusão e a formação de novos trombos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo