IAM com Supra de ST: Manejo Inicial e Angioplastia Primária

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 65 anos de idade, hipertenso e diabético, deu entrada no pronto-socorro com dor torácica de forte intensidade, iniciada há duas horas. Ao exame físico, encontra-se com FC = 105 bpm, FR = 20 irpm, SatO2 = 96% e PA = 160 mmHg X 100 mmHg.O eletrocardiograma mostrou supradesnivelamento de ST em DII, DIII e aVF. Qual é a conduta inicial mais indicada para esse paciente?

Alternativas

  1. A) Realizar ecocardiograma transtorácico imediatamente.
  2. B) Iniciar terapia fibrinolítica e transferir para hemodinâmica.
  3. C) Administrar AAS, clopidogrel, heparina e encaminhar para angioplastia primária.
  4. D) Solicitar biomarcadores de necrose miocárdica e repetir eletrocardiograma (ECG) após seis horas.

Pérola Clínica

IAMCSST (supra em DII, DIII e aVF) → Angioplastia primária é a terapia de reperfusão preferencial + AAS, clopidogrel e heparina.

Resumo-Chave

No Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento de ST (IAMCSST), o tempo é músculo. A prioridade é a recanalização da artéria ocluída. A angioplastia primária é o padrão-ouro, devendo ser realizada em até 90 minutos (porta-balão). A terapia medicamentosa inicial com dupla antiagregação e anticoagulação é fundamental.

Contexto Educacional

O Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) é uma emergência médica causada pela oclusão total de uma artéria coronária, levando à necrose do miocárdio. O diagnóstico é feito com base na clínica de dor torácica anginosa e nas alterações do eletrocardiograma (ECG). O ECG com supradesnivelamento de ST em DII, DIII e aVF indica acometimento da parede inferior do ventrículo esquerdo, geralmente por oclusão da artéria coronária direita ou da artéria circunflexa. A pedra angular do tratamento é a terapia de reperfusão miocárdica, que visa restaurar o fluxo sanguíneo o mais rápido possível para salvar o miocárdio em risco. A estratégia preferencial é a intervenção coronária percutânea (ICP) primária, ou angioplastia, que deve ser realizada idealmente em até 90 minutos do diagnóstico. O manejo inicial, enquanto se aguarda a ICP, inclui a administração de oxigênio (se SatO2 < 90%), nitratos (se não houver hipotensão ou infarto de VD), morfina para dor e, fundamentalmente, a terapia antitrombótica. Esta consiste na dupla antiagregação plaquetária (AAS e um inibidor do receptor P2Y12, como clopidogrel, ticagrelor ou prasugrel) e anticoagulação plena (geralmente com heparina não fracionada).

Perguntas Frequentes

Quais são os achados do ECG no infarto de parede inferior?

O infarto de parede inferior é caracterizado pelo supradesnivelamento do segmento ST nas derivações DII, DIII e aVF. É importante também realizar as derivações precordiais direitas (V3R e V4R) para avaliar a extensão para o ventrículo direito.

Quando a terapia fibrinolítica é a escolha no IAMCSST?

A fibrinólise é indicada quando a angioplastia primária não pode ser realizada em um tempo ideal (tempo porta-balão > 120 minutos do primeiro contato médico). É uma estratégia alternativa para restaurar o fluxo coronariano rapidamente, especialmente em locais sem laboratório de hemodinâmica disponível.

Quais são as complicações associadas ao infarto de parede inferior?

Devido à irrigação do nó atrioventricular pela artéria coronária direita na maioria das pessoas, o infarto de parede inferior pode cursar com bradicardia e bloqueios atrioventriculares. Outra complicação importante é o infarto de ventrículo direito, que se manifesta com hipotensão, turgência jugular e ausculta pulmonar limpa.

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