UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Primigesta, 20 anos, gestação de 39 semanas e 4 dias, com pré-natal sem intercorrências e últimas sorologias realizadas com 30 semanas de gestação, negativas. É admitida na maternidade com colo fino, 2 cm de dilatação, bolsa íntegra, dinâmica de 2 contrações fracas em 10 minutos, BCF: 130 bpm. O teste rápido HIV foi positivo. A conduta correta é
HIV positivo em trabalho de parto com carga viral desconhecida → AZT EV contínuo + cesárea de urgência.
Em gestantes com teste rápido HIV positivo no trabalho de parto e sem conhecimento da carga viral, a conduta visa minimizar a transmissão vertical. A administração de AZT intravenoso contínuo e a realização de cesariana são cruciais para reduzir o risco de infecção do recém-nascido.
A infecção pelo HIV na gestação é um desafio importante na saúde pública, com o objetivo primordial de prevenir a transmissão vertical (TV) do vírus. A profilaxia da TV envolve o uso de terapia antirretroviral durante a gestação, no parto e no puerpério, além de medidas obstétricas e neonatais específicas. O diagnóstico precoce do HIV na gestante é fundamental para iniciar a profilaxia adequada. Em situações de trabalho de parto com teste rápido HIV positivo e carga viral desconhecida, a conduta deve ser imediata e agressiva. A fisiopatologia da transmissão vertical ocorre principalmente durante o trabalho de parto e parto, devido à exposição do feto ao sangue e secreções cervicovaginais maternas. O AZT endovenoso contínuo para a mãe é crucial para atingir níveis terapêuticos no feto e reduzir a replicação viral. A indicação de cesariana eletiva é para gestantes com carga viral > 1.000 cópias/mL ou desconhecida, ou naquelas que não fizeram uso adequado de antirretrovirais. A cesariana de urgência é a conduta mais segura neste cenário para minimizar a exposição fetal. Após o parto, o recém-nascido também receberá profilaxia antirretroviral, e a amamentação é contraindicada.
A conduta inicial é iniciar AZT endovenoso contínuo para a mãe e, na maioria dos casos, realizar cesariana para reduzir o risco de transmissão vertical, especialmente se a carga viral for desconhecida ou alta.
A cesariana é indicada para gestantes HIV positivas com carga viral desconhecida ou acima de 1.000 cópias/mL, ou naquelas que não fizeram uso adequado de antirretrovirais, para evitar o contato do feto com o sangue e secreções vaginais maternas.
O AZT (zidovudina) é um antirretroviral que, quando administrado à mãe durante o trabalho de parto e ao recém-nascido, reduz significativamente o risco de transmissão do HIV da mãe para o filho.
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