PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2024
A Gestante deve ser orientada sobre a importância da testagem para o vírus HIV no pré-natal e os benefícios do diagnóstico precoce. Em gestantes soropositivas (HIV) com gestação planejada, intervenções adequadas no pré-natal, parto e aleitamento, o risco de transmissão vertical é reduzido a menos de 2%. Neste contexto, analise as afirmativas a seguir:I - Em gestante soropositiva para HIV o nível de carga viral deve ser realizado pelo menos 3 vezes na gestação: Na primeira consulta; duas a quatro semanas após a introdução do TARV (Terapia Antirretroviral) e a partir da trigésima quarta semana de gestação.II - A TARV pode ser iniciada na gestação antes mesmo dos resultados dos exames de LT-CD4+, carga viral e genotipagem.III - A Tuberculose é a principal causa de óbito em pacientes com HIV (+) sendo esta patologia a única investigação obrigatória a ser realizada na gestação e puerpério. Assinale a alternativa CORRETA.
Gestante HIV: Carga viral 3x na gestação (início, 2-4 sem pós-TARV, >34 sem). TARV inicia antes de CD4/genotipagem.
O manejo da gestante HIV visa reduzir a transmissão vertical, sendo crucial o monitoramento da carga viral em momentos específicos e a introdução precoce da TARV, mesmo antes de resultados complementares, para maximizar a eficácia. A tuberculose é importante, mas não a única investigação obrigatória.
O manejo do HIV na gestação é um pilar fundamental da saúde materno-infantil, visando primordialmente a redução da transmissão vertical do vírus, que pode ser minimizada para menos de 2% com intervenções adequadas. A testagem precoce no pré-natal é crucial para identificar gestantes soropositivas e iniciar o acompanhamento especializado, garantindo um prognóstico favorável para mãe e bebê. A adesão ao tratamento e monitoramento rigoroso são essenciais para o sucesso da profilaxia. A fisiopatologia da transmissão vertical envolve a passagem do vírus da mãe para o filho durante a gestação, parto ou aleitamento. O diagnóstico precoce e a instituição da Terapia Antirretroviral (TARV) são as principais estratégias para suprimir a carga viral materna. O monitoramento da carga viral deve ser feito em momentos-chave: na primeira consulta, após 2-4 semanas do início da TARV e a partir da 34ª semana de gestação, para guiar as decisões sobre o parto. A TARV pode e deve ser iniciada antes mesmo dos resultados de CD4 e genotipagem para não atrasar a supressão viral. O tratamento da gestante HIV envolve a TARV combinada, que deve ser mantida durante toda a gestação, parto e puerpério. A escolha do esquema antirretroviral deve considerar a segurança para a gestante e o feto. Além disso, a investigação de comorbidades, como a tuberculose, é de extrema importância, pois é uma das principais causas de óbito em pacientes com HIV, mas não é a única investigação obrigatória. Outras infecções e condições de saúde devem ser rastreadas e tratadas adequadamente para garantir a saúde integral da gestante.
A carga viral deve ser monitorada na primeira consulta, 2-4 semanas após o início da TARV e a partir da 34ª semana de gestação para avaliar a resposta ao tratamento e planejar o parto.
Sim, a TARV deve ser iniciada o mais precocemente possível na gestação, mesmo antes dos resultados de CD4 e genotipagem, para otimizar a supressão viral e reduzir o risco de transmissão vertical.
Além da tuberculose, outras investigações importantes incluem sífilis, hepatites virais, toxoplasmose, citomegalovírus e triagem para outras infecções sexualmente transmissíveis, além do acompanhamento imunológico e virológico do HIV.
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