HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025
Paciente masculino, 55 anos, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 há 8 anos, apresenta histórico de hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia, ambas controladas com medicação. Atualmente, faz uso de metformina 1.000 mg duas vezes ao dia e gliclazida 60 mg ao dia. Relata episódios frequentes de hipoglicemia, especialmente no período noturno. Exames recentes mostram hemoglobina glicada de 7,8%, função renal preservada e índice de massa corporal (IMC) de 32 kg/m². Qual das alternativas abaixo seria a conduta mais apropriada para otimizar o manejo farmacológico deste paciente?
Paciente com DM2, obesidade e hipoglicemia por sulfonilureia → Substituir a sulfonilureia por iSGLT2 ou análogo de GLP-1 para reduzir risco de hipoglicemia e peso.
Em pacientes com DM2 e episódios de hipoglicemia induzidos por sulfonilureias (como a gliclazida), a substituição por uma classe com baixo risco de hipoglicemia, como os inibidores de SGLT2, é a conduta ideal. Adicionalmente, os iSGLT2 promovem perda de peso e oferecem benefícios cardiorrenais.
O manejo do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) evoluiu significativamente, com foco não apenas no controle glicêmico, mas também na redução de riscos cardiovasculares, renais e de efeitos adversos como a hipoglicemia. As sulfonilureias, embora eficazes na redução da glicemia, são conhecidas por causar ganho de peso e, principalmente, hipoglicemia, por seu mecanismo de estímulo indiscriminado à secreção de insulina. Em um paciente como o do caso, que apresenta obesidade e episódios de hipoglicemia com o uso de gliclazida, a estratégia terapêutica deve ser reavaliada. A manutenção da metformina como base do tratamento está correta, mas a sulfonilureia deve ser substituída. As classes mais indicadas nesse cenário são os inibidores do cotransportador sódio-glicose tipo 2 (iSGLT2) e os agonistas do receptor de GLP-1. Os iSGLT2 oferecem um perfil ideal para este paciente: promovem controle glicêmico com baixo risco de hipoglicemia, auxiliam na perda de peso e na redução da pressão arterial, além de possuírem robustas evidências de proteção cardiovascular e renal. A substituição da gliclazida por um iSGLT2 é, portanto, a conduta mais apropriada para otimizar o tratamento, melhorar a segurança e agregar benefícios além do controle da glicose.
Os sinais incluem pesadelos, sudorese profusa durante o sono, acordar com dor de cabeça ou cansaço e, paradoxalmente, hiperglicemia de jejum devido à resposta contrarreguladora (fenômeno de Somogyi).
Porque seu mecanismo de ação, a glicosúria, é independente da insulina, não causa hipoglicemia, promove perda de peso pela perda calórica na urina e tem benefícios cardiorrenais comprovados, como redução de hospitalização por insuficiência cardíaca.
Sulfonilureias (ex: gliclazida) estimulam as células beta do pâncreas a secretar mais insulina, o que pode levar à hipoglicemia. Inibidores de SGLT2 (ex: empagliflozina) bloqueiam a reabsorção de glicose nos rins, aumentando sua eliminação pela urina, com um risco mínimo de hipoglicemia.
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