Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2024
Sobre os cuidados no puerpério após complicação hipertensiva, assinale V ou F.- Monitorização da PA a cada 4 horas enquanto a paciente está internada, ou mais frequente, de acordo com casos específicos.- Se a paciente apresentar PA de difícil controle e/ ou sinais e sintomas de iminência de eclampsia, o Sulfato de Magnésio também pode ser utilizado no puerpério, devido à persistência dos risco de convulsão, principalmente nos primeiros 5 dias.- Não se recomenda a utilização anti – hipertensivos já no puerpério imediato, devido ao risco de hipotensão, especialmente se a paciente estiver em uso de Sulfato de Magnésio. Deve se iniciar os IECA’s.- Atentar para a deterioração clínica e/ou laboratorial. Portanto, recomenda-se a reavaliação laboratorial em até 24 a 48 horas pós parto. A partir de então, novos exames serão solicitados de acordo com cada caso.Assinale a alternativa que a apresenta a sequência correta:
Puerpério hipertensivo: Monitorar PA, Sulfato Mg para iminência/eclâmpsia, evitar IECA no imediato, reavaliar labs 24-48h.
O puerpério, especialmente os primeiros 5 dias, mantém alto risco de complicações hipertensivas e convulsões, exigindo monitorização rigorosa da PA e, se necessário, uso de sulfato de magnésio. A escolha de anti-hipertensivos deve considerar o risco de hipotensão e a amamentação, evitando IECA no imediato.
O puerpério é um período de alto risco para complicações hipertensivas, incluindo pré-eclâmpsia e eclampsia, que podem se manifestar ou persistir após o parto. A monitorização rigorosa da pressão arterial e a avaliação clínica são fundamentais para identificar e manejar precocemente qualquer deterioração, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna. A fisiopatologia da pré-eclâmpsia envolve disfunção endotelial e vasoespasmo, que podem não regredir imediatamente após a retirada da placenta. Por isso, a vigilância deve ser mantida, especialmente nos primeiros dias pós-parto. Sinais como cefaleia, alterações visuais e dor epigástrica devem alertar para iminência de eclampsia, justificando o uso de sulfato de magnésio. O tratamento anti-hipertensivo no puerpério deve ser individualizado, considerando a amamentação e o risco de hipotensão. IECA e BRA são geralmente evitados no puerpério imediato devido ao risco de hipotensão e potencial interação com o sulfato de magnésio. A reavaliação laboratorial em 24-48 horas pós-parto é crucial para monitorar a função renal e hepática, guiando a conduta subsequente.
A pressão arterial deve ser monitorada a cada 4 horas enquanto a paciente estiver internada, ou mais frequentemente em casos específicos, devido ao risco persistente de complicações hipertensivas e convulsivas.
O sulfato de magnésio pode ser utilizado no puerpério se a paciente apresentar PA de difícil controle ou sinais/sintomas de iminência de eclampsia, principalmente nos primeiros 5 dias pós-parto, devido ao risco de convulsão.
Não se recomenda o uso de IECA no puerpério imediato devido ao risco de hipotensão, especialmente se a paciente estiver em uso de sulfato de magnésio. Outras classes de anti-hipertensivos são preferíveis inicialmente.
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