Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2022
Uma mulher de 67 anos é atendida na sala de emergência com fraqueza no braço esquerdo e desvio facial direita. Sua pressão arterial é 180/105 mmHg. Qual é o melhor manejo para a hipertensão?
AVC isquêmico agudo sem trombólise → não reduzir PA se < 220/120 mmHg.
Em pacientes com AVC isquêmico agudo que NÃO são candidatos à trombólise (ou não há indicação de reperfusão), a pressão arterial geralmente não deve ser reduzida ativamente, a menos que exceda 220/120 mmHg. A redução excessiva pode comprometer a perfusão cerebral na área de penumbra isquêmica.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico agudo é uma emergência neurológica que exige manejo rápido e preciso. A pressão arterial elevada é comum nesse cenário e seu manejo é um dos pontos mais críticos e controversos, pois uma conduta inadequada pode impactar diretamente o prognóstico do paciente. As diretrizes atuais fornecem orientações claras sobre quando e como intervir na hipertensão. Em pacientes com AVC isquêmico agudo que não são candidatos à terapia de reperfusão (trombólise intravenosa ou trombectomia mecânica), a pressão arterial elevada é frequentemente uma resposta fisiológica para manter a perfusão cerebral na área de penumbra isquêmica. Nesses casos, a recomendação é geralmente não reduzir ativamente a pressão arterial, a menos que ela exceda 220/120 mmHg. Reduções mais agressivas podem levar à hipoperfusão e piora da isquemia. No caso da paciente apresentada, com PA de 180/105 mmHg e sem menção de elegibilidade para trombólise, a conduta mais adequada é não intervir na pressão arterial e monitorar. Se a paciente fosse elegível para trombólise, a pressão arterial deveria ser reduzida para < 185/110 mmHg antes do início do tratamento. A compreensão dessas nuances é fundamental para otimizar o cuidado e evitar danos adicionais ao tecido cerebral.
Em pacientes com AVC isquêmico agudo que não são candidatos à trombólise, a pressão arterial geralmente não deve ser reduzida ativamente, a menos que exceda 220/120 mmHg.
A redução agressiva da pressão arterial pode comprometer a perfusão cerebral na zona de penumbra isquêmica, que é a área de tecido cerebral em risco, mas ainda viável. Essa área depende de uma pressão de perfusão adequada para sobreviver.
Para pacientes elegíveis para trombólise, a pressão arterial deve ser reduzida para < 185/110 mmHg antes do início da trombólise e mantida < 180/105 mmHg nas primeiras 24 horas após o procedimento, para minimizar o risco de transformação hemorrágica.
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