SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025
Você está diante de um paciente com pressão arterial aferida em 160/100 mmHg durante uma consulta de rotina. O paciente também apresenta obesidade, é tabagista e relata não conseguir realizar atividade física regular devido a dores articulares. O histórico familiar revela hipertensão em parentes de primeiro grau. Avalie esse caso e elabore um plano terapêutico e de acompanhamento adequado na Atenção Primária à Saúde, considerando os fatores de risco presentes.
HAS estágio 2 + múltiplos FR → Farmacoterapia + MVE + monitoramento PA domiciliar.
Em pacientes com hipertensão estágio 2 (PA ≥ 160/100 mmHg) e múltiplos fatores de risco, a abordagem inicial deve ser combinada: farmacoterapia com anti-hipertensivos de primeira linha e intervenções intensivas no estilo de vida. O monitoramento domiciliar da pressão arterial é crucial para avaliar a eficácia do tratamento e a adesão.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica multifatorial, caracterizada por níveis elevados e sustentados da pressão arterial, sendo um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. Sua prevalência é alta na população adulta e o manejo adequado na Atenção Primária à Saúde (APS) é fundamental para reduzir a morbimortalidade associada. O diagnóstico da HAS é feito por aferições repetidas da pressão arterial em consultório, ou por métodos como MAPA e MDPA. A estratificação de risco cardiovascular, considerando fatores como obesidade, tabagismo, dislipidemia e histórico familiar, é crucial para definir a intensidade do tratamento. No caso apresentado, o paciente possui HAS estágio 2 e múltiplos fatores de risco, indicando a necessidade de intervenção imediata. O plano terapêutico para HAS deve ser individualizado e abranger tanto medidas não farmacológicas quanto farmacológicas. As mudanças no estilo de vida, como cessação do tabagismo, dieta saudável (redução de sódio, DASH), atividade física regular e perda de peso, são a base do tratamento. A farmacoterapia, com anti-hipertensivos de primeira linha (IECA, BRA, diuréticos tiazídicos, bloqueadores dos canais de cálcio), é iniciada conforme o estágio da HAS e o risco cardiovascular. O acompanhamento multiprofissional e o monitoramento domiciliar da PA são essenciais para garantir a adesão e o controle da doença a longo prazo.
O tratamento farmacológico é indicado para pacientes com PA ≥ 140/90 mmHg e alto risco cardiovascular, ou PA ≥ 160/100 mmHg (estágio 2) independentemente do risco.
Os anti-hipertensivos de primeira linha incluem inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), diuréticos tiazídicos e bloqueadores dos canais de cálcio.
O monitoramento domiciliar da PA (MDPA) é importante para avaliar a eficácia do tratamento, identificar hipertensão do avental branco ou mascarada, e melhorar a adesão do paciente ao tratamento.
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