ENARE/ENAMED — Prova 2023
Paciente, 50 anos, procura atendimento em UBS próxima a sua residência com queixa de mal-estar e é acolhido pela equipe de enfermagem, sendo aferida pressão arterial de 160x100mmHg. Nesse caso, o médico da unidade deve
HAS 160x100mmHg em UBS → Atendimento, prescrever, exames e retorno para acompanhamento.
Pacientes com HAS recém-diagnosticada ou não controlada na UBS devem ser acolhidos e ter seu manejo iniciado na atenção primária, que é o local ideal para o seguimento longitudinal da doença crônica. O encaminhamento direto para o pronto-atendimento ou serviço secundário sem avaliação inicial é inadequado.
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição crônica de alta prevalência e um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. A atenção primária à saúde (APS), através das Unidades Básicas de Saúde (UBS), desempenha um papel crucial no diagnóstico, tratamento e acompanhamento da HAS, sendo o local ideal para o cuidado longitudinal e a promoção da saúde. O diagnóstico da HAS é feito com base em múltiplas aferições da pressão arterial em diferentes consultas. Uma vez confirmada, a estratificação de risco cardiovascular é essencial para guiar a conduta terapêutica. O manejo envolve mudanças no estilo de vida e, frequentemente, terapia medicamentosa, com o objetivo de controlar a pressão arterial e prevenir complicações. O acompanhamento regular na UBS permite monitorar a adesão ao tratamento, ajustar a medicação, rastrear complicações e educar o paciente sobre sua condição. O encaminhamento para serviços especializados ou de urgência é reservado para casos específicos, como emergências hipertensivas ou HAS refratária, reforçando o papel central da APS.
A UBS é fundamental para o manejo longitudinal da HAS, permitindo o diagnóstico precoce, início do tratamento, acompanhamento contínuo e estratificação de risco, promovendo a adesão e controle da doença.
O encaminhamento para o pronto-atendimento é indicado em casos de emergência hipertensiva (HAS grave com lesão de órgão-alvo) ou urgência hipertensiva (HAS grave sem lesão de órgão-alvo, mas com necessidade de redução rápida da PA).
Na avaliação inicial da HAS, solicitam-se exames para investigar lesão de órgão-alvo e fatores de risco, como hemograma, glicemia, perfil lipídico, creatinina, eletrólitos, EAS e ECG.
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