SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2023
A hipertensão arterial (HA) é a doença crônica mais prevalente em todo o mundo, além de ser o principal fator de risco de todas as doenças cardiocerebrovasculares. Baseado nas Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial de 2020, sobre o diagnóstico, avaliação e manejo da HA, assinale a alternativa correta.
Monoterapia HA: pré-hipertensos alto risco, estágio 1 baixo risco, idosos/muito idosos frágeis.
As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial de 2020 detalham as indicações para monoterapia e terapia combinada. A monoterapia é reservada para cenários de menor risco ou pacientes mais frágeis, onde a tolerabilidade é uma preocupação maior.
A hipertensão arterial é uma das condições crônicas mais prevalentes e um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais. As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial de 2020 fornecem um guia abrangente para o diagnóstico, estratificação de risco e manejo, sendo um documento fundamental para a prática médica no Brasil. O conhecimento dessas diretrizes é crucial para residentes, pois orienta a tomada de decisões clínicas e é frequentemente cobrado em provas. A estratificação de risco cardiovascular é um pilar no manejo da HA, determinando a intensidade e o tipo de intervenção. Fatores como idade, tabagismo, dislipidemia, diabetes mellitus e doença renal crônica modificam significativamente o risco. A abordagem terapêutica pode variar de mudanças no estilo de vida a terapia medicamentosa, que pode ser monoterapia ou terapia combinada, dependendo do estágio da hipertensão e do risco cardiovascular do paciente. É importante ressaltar que mesmo pequenas reduções na pressão arterial conferem benefícios cardiovasculares, e a meta de PA deve ser individualizada, especialmente em idosos e pacientes frágeis. A escolha dos anti-hipertensivos e suas combinações deve considerar as comorbidades e a tolerabilidade do paciente, buscando sempre a máxima proteção com o mínimo de efeitos adversos. A educação continuada sobre as diretrizes é essencial para otimizar o cuidado ao paciente hipertenso.
A monoterapia é indicada para pacientes pré-hipertensos de alto risco, hipertensos em estágio 1 com baixo risco cardiovascular e para pacientes muito idosos ou idosos frágeis, onde a tolerabilidade e o risco de hipotensão são maiores.
As combinações preferenciais incluem um inibidor do sistema renina-angiotensina-aldosterona (IECA ou BRA) com um diurético tiazídico ou um bloqueador dos canais de cálcio. Betabloqueadores são geralmente reservados para condições específicas.
A avaliação laboratorial básica inclui glicemia de jejum, perfil lipídico completo, creatinina sérica com estimativa da TFG, potássio sérico, ácido úrico, exame de urina tipo I (EAS) e eletrocardiograma.
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