UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023
Paciente masculino de 60 anos, diabético e com HPB, internado por infecção do trato urinário, vem apresentando hiperglicemias durante a internação. Usava metformina antes de internar, mas não refere ter um controle adequado. A conduta mais correta é
Paciente diabético internado com hiperglicemia → suspender metformina e iniciar insulinização basal-bolus.
Em pacientes diabéticos internados, especialmente com infecção, a metformina deve ser suspensa devido ao risco de acidose láctica e a insulinização é a conduta preferencial para controle glicêmico, utilizando um esquema basal-bolus (NPH e Regular/Lispro).
O manejo da hiperglicemia em pacientes internados é um desafio comum e crucial na prática médica. Pacientes diabéticos que internam, especialmente por condições agudas como infecções, frequentemente apresentam descontrole glicêmico. Um controle adequado é fundamental para reduzir complicações, diminuir o tempo de internação e melhorar o prognóstico. A abordagem deve ser individualizada, considerando as comorbidades e o estado clínico do paciente. A metformina, embora seja a primeira linha para diabetes tipo 2 ambulatorial, deve ser suspensa durante a internação em situações de risco, como infecções graves, insuficiência renal aguda, instabilidade hemodinâmica ou uso de contraste iodado, devido ao risco de acidose láctica. Nesses casos, a insulinização é a terapia de escolha para o controle glicêmico. A insulinização em ambiente hospitalar deve preferencialmente seguir um esquema basal-bolus, que oferece um controle mais fisiológico e eficaz do que apenas esquemas de "sliding scale" (insulina de correção). O esquema basal-bolus consiste em uma insulina basal (NPH ou análogo de longa duração) para cobrir as necessidades basais e insulinas prandiais (Regular ou análogo de ação rápida) antes das refeições, além de doses de correção conforme as glicemias capilares.
A metformina deve ser suspensa em pacientes internados, especialmente aqueles com condições agudas como infecções, insuficiência renal ou hepática, ou risco de hipóxia, devido ao risco aumentado de acidose láctica.
A estratégia mais recomendada é a insulinização basal-bolus, que mimetiza a secreção fisiológica de insulina. Inclui insulina de ação intermediária ou longa (basal) e insulina de ação rápida ou ultrarrápida (bolus) antes das refeições, além de correção para hiperglicemias.
Hiperglicemia em pacientes internados está associada a piores desfechos, como aumento do risco de infecções, retardo na cicatrização de feridas, maior tempo de internação e mortalidade.
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