PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2023
Mariana está trabalhando na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de sua cidade e atende a Joaquim, um senhor de 75 anos que é diabético de longa data. O paciente veio à UPA, pois mediu sua glicemia em casa e estava 350mg/dl. Ele faz uso de metformina 850mg 3cp ao dia, AAS 100mg ao dia, enalapril 40mg ao dia e sinvastatina 20mg à noite. Ele está assintomático. Há meses não comparece à sua Unidade de Saúde (US) e não faz exames de rotina, pois prefere buscar diretamente a UPA. Ele nega internamentos prévios. No momento está com exame físico normal e sua glicemia está 420mg/dl. Sobre as condutas a serem tomadas e os fluxos no Sistema Único de Saúde, assinale a alternativa CORRETA.
Hiperglicemia assintomática na UPA → insulina de resgate + referenciar para US para ajuste terapêutico e acompanhamento.
Pacientes com hiperglicemia assintomática na UPA, mesmo com glicemia muito elevada, devem receber insulina de resgate se necessário e ser referenciados para a Unidade de Saúde (US) para acompanhamento e ajuste da terapia crônica, reforçando o papel da atenção primária como ordenadora do cuidado.
A hiperglicemia assintomática, especialmente em pacientes diabéticos de longa data, é uma condição comum que exige uma abordagem cuidadosa no Sistema Único de Saúde (SUS). Embora a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) seja um ponto de atenção para urgências e emergências, ela não é o local ideal para o manejo crônico de doenças. O papel da UPA é estabilizar o paciente agudamente, enquanto a Atenção Primária à Saúde (APS), por meio da Unidade de Saúde (US), é a ordenadora do cuidado e responsável pelo acompanhamento longitudinal. No caso de um paciente com hiperglicemia assintomática e glicemia muito elevada, como 420 mg/dL, a conduta na UPA deve focar na redução da glicemia para níveis mais seguros, geralmente com insulina de ação rápida ou regular. É crucial investigar fatores precipitantes agudos, como infecções, e garantir que o paciente não esteja em cetoacidose diabética ou estado hiperosmolar hiperglicêmico, mesmo que assintomático. Após a estabilização inicial, o paciente deve ser referenciado à sua US de origem. Na APS, será possível realizar uma avaliação completa, solicitar exames de rotina (HbA1c, perfil lipídico, função renal, etc.), ajustar a terapia medicamentosa (oral ou insulinoterapia basal-bolus), e fornecer educação em saúde, visando o controle glicêmico a longo prazo e a prevenção de complicações. O encaminhamento a um endocrinologista é reservado para casos complexos que não respondem ao manejo na APS.
A UPA deve atender casos de hiperglicemia sintomática (cetoacidose, estado hiperosmolar) ou assintomática com glicemias muito elevadas (>300-400 mg/dL) para estabilização inicial, mas o manejo crônico é da Atenção Primária.
A Unidade de Saúde (US) é a porta de entrada preferencial e a ordenadora do cuidado no SUS, responsável pelo acompanhamento longitudinal de doenças crônicas como o diabetes, garantindo exames de rotina, ajuste medicamentoso e educação em saúde.
A conduta inicial envolve a administração de insulina de resgate (regular ou rápida) para reduzir a glicemia, hidratação se necessário, e posterior referenciamento para a US para investigação da causa da descompensação e ajuste da terapia oral ou insulinoterapia basal.
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