CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
Em relação ao manejo nutricional e hidroeletrolítico do paciente cirúrgico, qual das alternativas é correta?
Jejum prolongado + drenagens → reposição ativa de sódio e potássio para evitar desequilíbrios eletrolíticos.
Pacientes cirúrgicos em jejum prolongado, especialmente aqueles com perdas significativas de fluidos (drenos, vômitos, diarreia), estão em alto risco de desenvolver desequilíbrios eletrolíticos, como hiponatremia e hipocalemia. A reposição adequada de sódio e potássio é crucial para manter a homeostase e prevenir complicações.
O manejo nutricional e hidroeletrolítico do paciente cirúrgico é um pilar fundamental para a recuperação pós-operatória, impactando diretamente a morbidade e mortalidade. A compreensão das necessidades metabólicas e das alterações fisiológicas induzidas pelo estresse cirúrgico é essencial para a prática clínica. A manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico e o suporte nutricional adequado são cruciais para a cicatrização, função imunológica e prevenção de complicações. Pacientes submetidos a cirurgias frequentemente enfrentam períodos de jejum prolongado e podem ter perdas significativas de fluidos e eletrólitos através de drenagens, vômitos ou fístulas. Nesses cenários, a reposição cuidadosa de sódio, potássio e outros eletrólitos é imperativa para evitar desequilíbrios que podem levar a arritmias cardíacas, disfunção neurológica e fraqueza muscular. A monitorização regular dos níveis séricos de eletrólitos e o ajuste da terapia de fluidos são práticas padrão. A nutrição enteral precoce é a via preferencial de suporte nutricional no pós-operatório, sempre que o trato gastrointestinal estiver funcionante, pois preserva a integridade da mucosa intestinal, modula a resposta inflamatória e reduz o risco de infecções. A nutrição parenteral total é reservada para pacientes que não podem receber nutrição enteral por um período prolongado. O objetivo é minimizar o catabolismo, otimizar a cicatrização e acelerar a recuperação funcional do paciente cirúrgico.
A nutrição enteral precoce, quando possível, é preferível à parenteral, pois ajuda a manter a integridade da barreira intestinal, reduz o risco de infecções e melhora a cicatrização, além de diminuir o tempo de internação.
A nutrição parenteral total é indicada quando o trato gastrointestinal não pode ser utilizado ou está contraindicado por um período prolongado (geralmente > 7 dias), ou em pacientes gravemente desnutridos que não toleram a via enteral.
Sódio e potássio são eletrólitos críticos a serem monitorados, pois perdas significativas através de drenagens (sondas nasogástricas, drenos cirúrgicos, fístulas) podem levar a hiponatremia e hipocalemia, com sérias consequências cardíacas e neurológicas.
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