CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020
Os idosos necessitam de cuidados especiais no preparo pré/per-operatório. Dos itens abaixo, qual deveríamos EVITAR:
Idosos → maior risco de hiperidratação perioperatória devido à ↓ reserva fisiológica renal e cardíaca.
Em pacientes idosos, a hiperidratação perioperatória deve ser evitada devido à diminuição da reserva fisiológica renal e cardíaca, que os torna mais suscetíveis a complicações como edema pulmonar, insuficiência cardíaca congestiva e distúrbios eletrolíticos. O manejo hídrico deve ser cauteloso e individualizado.
O manejo perioperatório de pacientes idosos exige uma atenção especial devido às alterações fisiológicas associadas ao envelhecimento, que diminuem a reserva funcional de múltiplos órgãos e sistemas. A avaliação pré-operatória deve ser abrangente, focando na otimização de comorbidades, avaliação nutricional e estratificação de riscos específicos para essa população, como o risco de delirium pós-operatório e quedas. No que tange à fluidoterapia, os idosos são particularmente vulneráveis à hiperidratação. A diminuição da função renal, a menor capacidade de concentração urinária, a redução da resposta aos hormônios antidiuréticos e a maior prevalência de disfunção cardíaca (diastólica, principalmente) tornam-nos menos tolerantes a grandes volumes de fluidos. A sobrecarga volêmica pode precipitar ou agravar quadros de insuficiência cardíaca congestiva e edema pulmonar, aumentando significativamente a morbimortalidade. Portanto, a conduta ideal no perioperatório de idosos inclui um aporte nutricional adequado, antibioticoprofilaxia conforme indicação e profilaxia para trombose venosa profunda, mas com um manejo hídrico extremamente cauteloso. A fluidoterapia deve ser guiada por metas, buscando a euvolemia e evitando tanto a hipovolemia quanto a hipervolemia, que são igualmente deletérias. A monitorização rigorosa do balanço hídrico, eletrólitos e sinais de sobrecarga é fundamental para garantir uma recuperação segura e eficaz.
Idosos possuem menor reserva fisiológica renal e cardíaca, além de uma capacidade reduzida de adaptação a grandes variações de volume. Isso os torna mais propensos a desenvolver edema pulmonar, insuficiência cardíaca e distúrbios eletrolíticos com a hiperidratação.
As complicações incluem edema pulmonar agudo, insuficiência cardíaca congestiva, edema periférico, distúrbios eletrolíticos (como hiponatremia dilucional) e comprometimento da função renal, o que pode prolongar a internação e aumentar a morbimortalidade.
O manejo hídrico deve ser restritivo e individualizado, guiado por parâmetros clínicos (pressão arterial, débito urinário, turgor cutâneo) e, se necessário, monitorização hemodinâmica. O objetivo é manter a euvolemia, evitando tanto a desidratação quanto a sobrecarga.
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